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Dólar acelera alta e fecha a R$ 5,68 após Maia criticar base do governo

Marcelo Osakabe
·3 minuto de leitura

Ele criticou a base do governo por obstruir as votações por conta do impasse na formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) Declarações críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à base do governo no Congresso ajudaram o dólar comercial a voltar ao patamar mais alto desde maio nesta terça-feira. Em um dia já difícil para a moeda brasileira, que contrariava a maior parte dos pares e se desvalorizava ante o dólar, a fala do parlamentar, para quem é a base governista que está obstruindo a pauta de votações na Casa e cobrou maior empenho do Executivo na votação de reformas, ajudou a cimentar uma maior busca por proteção por parte de investidores. No encerramento do dia, a moeda americana foi negociada a R$ 5,6857, alta de 1,26%. Este é o maior patamar desde o fechamento de 20 de maio, quando o dólar foi a 5,6875. Na chegada à Câmara, Maia disse que a base governista obstrui as votações por conta do impasse na formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e disse esperar que as votações das reformas econômicas tenham "mais interesse" por parte do Executivo. O parlamentar disse ainda que só faz sentido votar o Orçamento depois da PEC Emergencial, com regras para corte de despesas e que, para isso, precisa cancelar o recesso de janeiro. "Do contrário, só votará a PEC Emergencial em fevereiro e o Orçamento em março", comentou. “Espero que, quando chegar às reformas, a gente tenha maioria na Casa para que o dólar não chegue a R$ 7”, acrescentou. As declarações do presidente da Câmara trazem de volta ao foco dos mercados a questão fiscal e o cronograma exíguo de votação, temas que foram colocados em banho-maria por decisão do presidente Jair Bolsonaro até o fim das eleições. O assunto também retorna na véspera da decisão de juros do Copom. Embora exista consenso por uma manutenção de juros, existe expectativa de que o comunicado traga algum recado sobre as incertezas fiscais que insistem em permanecer no o horizonte, bem como as surpresas com a inflação das últimas semanas. Para o TD Securities, a decisão do Copom de amanhã deve ser neutra para o câmbio doméstico. “O risco de verdade para o real é uma espiral negativa do risco fiscal que, em último caso, obrigaria o Banco Central a agir na ponta curta dos juros para estabilizar a moeda. Embora acreditemos que o mercado de câmbio precifique um evento do tipo, o mercado de juros parece fazê-lo em alguma medida”, diz o banco canadense em relatório. Para o Société Générale, a combinação de juros reais negativos por ainda bastante tempo, a falta de impulso para reformas e o risco de que as trajetórias fiscal e de dívida permaneçam negativas devem manter o real sob pressão nos próximos trimestres. "No front externo, uma segunda onda da covid-19 pode minar a recuperação global e comprometer a recuperação dos preços de commodities, ao passo que uma eleição contestada nos Estados Unidos pode elevar a aversão ao risco global. Finalmente, qualquer deterioração adicional das relações entre Estados Unidos e China afetaria negativamente o apetite por ativos brasileiros", diz o SocGen. O banco francês trabalha com uma projeção de dólar a R$ 5,80 no fim de 2020 e chegando a R$ 6,00 no terceiro trimestre de 2021. O principal fator para a dinâmica recente, dizem os analistas do banco, foi a deterioração da perspectiva fiscal. "Embora as condições globais permaneçam favoráveis, o real tem enfrentado um forte desafio por parte da piora do equilíbrio fiscal, da dívida pública e da queda dos juros. O real se desvalorizou 29% este ano e permanece sob pressão mesmo diante de uma correção significativa das transações correntes", notam. Pixabay