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Dólar sobe com exterior e cautela doméstica e caminha para alta semanal

Nota de dólar

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar acelerava a alta frente ao real na manhã desta sexta-feira, e caminhava para ganhos de mais de 2% na semana, acompanhando o cenário externo e diante de maior cautela na cena local após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias terem sido mal recebidas pelos agentes financeiros.

Às 10:36 (de Brasília), o dólar à vista avançava 1,18%, a 5,2345 reais na venda. Na semana, acumulava alta de cerca de 2,49%.

Na B3, às 10:36 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,25%, a 5,2450 reais.

"O dólar está acompanhando movimento lá fora. Mercado operando com cautela", disse à Reuters o operador de câmbio da Fair Corretora, Hideaki Iha. Ele mencionou que, no exterior, certo otimismo com reabertura da China se contrapõe à preocupação de recessão econômica nos Estados Unidos, enquanto localmente as falas de Lula ainda repercutem.

"Toda a fala do Lula, sobre independência do Banco Central, meta de inflação....o Padilha apagou o incêndio, mas o discurso dele (Lula) não está agradando muito o mercado", afirmou.

O dólar vem de duas altas seguidas frente ao real, em parte em reação ao noticiário doméstico, com indicações de Lula de possíveis mudanças no salário mínimo e no Imposto de Renda, bem como críticas do presidente à independência do BC e à meta de inflação atual.

Sobre a questão da independência do BC, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou na véspera que não há "nenhuma predisposição" do governo de fazer qualquer mudança na relação com a autarquia. Roberto Campos Neto, presidente do BC, relativizou as críticas feitas por Lula, mas reforçou sua defesa à autonomia do órgão e se comprometeu a ficar no cargo até o fim do mandato.

Nos mercados internacionais, a moeda norte-americana avançava cerca de 0,40% ante uma cesta de divisas fortes, mas ainda acumulava queda de 1,10% em 2023.

A suspensão de restrições da Covid-19 na China criou um ambiente de propensão ao risco nos mercados no início do ano, junto com expectativa de redução de ritmo das altas de juros por bancos centrais, em especial o Federal Reserve-- o que tende a tirar a atratividade do dólar.

No entanto, ainda que dados econômicos tenham reforçado essa visão, com desaceleração do crescimento nos EUA e sinais de menor inflação, membros do Fed fizeram afirmações mistas, com alguns apontando um juro ao final do ciclo de aumentos em patamar maior do que estava precificado no mercado.

Com isso, investidores continuam a buscar pistas sobre os próximos movimentos do Fed. A agenda econômica e de autoridades é mais esvaziada nesta sessão, com o discurso do presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, antes de evento com banqueiros em destaque.

Frente a moedas emergentes, o dólar tinha desempenho mais misto, com alta versus o real e perdas em relação ao peso mexicano e o rand sul-africano.

Na véspera, o dólar à vista subiu 0,23%, a 5,1733 reais na venda, maior nível de fechamento desde o dia 11 de janeiro (5,1813 reais).

(Por André Romani)