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Dólar abre em queda após dois pregões de alta

***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 06-12-2017: Cédulas de dólar. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 06-12-2017: Cédulas de dólar. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar recuava em relação ao real na abertura desta quarta-feira (28), após dois pregões seguidos de alta nesta última semana do ano, quando o volume de negócios tende a ser reduzido.

Às 9h15 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,39%, a R$ 5,2696 na venda.

Na terça-feira (27), o dólar apresentou forte valorização, demonstrando a continuidade de um movimento de aversão aos investimentos de risco iniciado na véspera, quando a sessão foi marcada pela expectativa de avanço da inflação no próximo ano.

A composição do governo do presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou mais uma vez a atenção de investidores nesta terça, sobretudo após a confirmação de que a senadora Simone Tebet (MDB-MS) aceitou assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento, mas sem a possibilidade de que a pasta abrigasse também bancos públicos, como havia sido inicialmente cogitado.

Alguns analistas avaliaram que a senadora, com visão mais alinhada ao mercado, terá pouca influência na gestão petista. A desvalorização do real nesta sessão também foi atribuída, entretanto, a questões técnicas, como um ajuste em relação aos ganhos obtidos na semana passada.

A moeda americana negociada à vista fechou o dia com alta de 1,49%, cotada a R$ 5,2860 na venda. O real entregou o pior retorno à vista frente ao dólar, na comparação com as principais moedas globais e também com uma cesta composta por países emergentes. Na segunda-feira (26), a divisa americana já havia avançado 0,81% contra a brasileira.

Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, descreveu Tebet como uma política que não desperta preocupações entre investidores, mas destacou que o espaço destinado por Lula à senadora pode ter desagradado parte do mercado.

"Não é que o mercado desgoste da Simone Tebet, pois ela é vista como uma política com visão mais ao centro, mas há certo ceticismo sobre a possibilidade de que ela faça algo diferente dentro de uma equipe econômica com visão mais política do que técnica", comenta Pasianotto.

No mercado de ações, o índice parâmetro da Bolsa de Valores brasileira caiu 0,15%, aos 108.578 pontos.

A Bolsa chegou a tombar mais de 1% até o início desta tarde, mas obteve recuperação parcial com a valorização de ações de exportadores de minerais metálicos e de outros materiais básicos, o que compensou em grande parte perdas em segmentos mais sensíveis a inflação e juros, como o varejo. Os papéis da Vale subiram 2,39% e foram as mais negociadas do dia.

A despeito das preocupações com a política doméstica, o noticiário sobre o exterior contribuiu com a recuperação parcial do Ibovespa devido à expectativa do fim da quarentena da Covid para viajantes que chegarem à China a partir da segunda semana do ano que vem.

Charo Alves, especialista da Valor Investimentos, destacou que o impulso dado à Bolsa pelas notícias sobre a reabertura da China só não foi maior porque a política doméstica entrou no foco dos investidores devido à quebra da expectativa de que os bancos públicos poderiam ficar sob a influência de Tebet.

Alves também destacou que o potencial aquecimento da economia chinesa com a queda de restrições contra a Covid, apesar de positivo para o setor de commodities da Bolsa, tende a provocar temor quanto ao avanço da inflação global, afetando negativamente empresas mais sensíveis às altas dos preços ao consumidor e ao encarecimento do crédito.

Na segunda-feira (26), o relatório Focus do Banco Central apontou que o mercado elevou sua projeção para a taxa básica de juros (Selic) em 2023, prevendo que ela fechará o ano em 12%, superando os 11,75% previstos há uma semana.

Analistas consideraram que a aprovação na semana passada da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Gastança provocou piora da conjuntura para os investimentos.