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Dólar abandona queda e fecha em leve alta com piora externa

·2 minuto de leitura
Cédulas de cem dólares

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em leve alta contra o real nesta terça-feira, abandonando queda de mais cedo à medida os mercados externos pioraram o sinal na parte da tarde, enquanto operadores aqui analisaram declarações do presidente do Banco Central.

O dólar à vista subiu 0,22%, para 5,3383 reais.

A moeda chegou a cair para 5,2945 reais (-0,60%) logo no começo da sessão, mas ganhou força ao longo do dia e bateu a máxima de 5,3441 reais (+0,33%) já na reta final dos negócios.

A tomada de fôlego acelerou enquanto as bolsas de Nova York e os preços das commodities foram às mínimas. Também moedas emergentes pares do real mostravam no fim da tarde perdas generalizadas. O movimento do câmbio acompanhou de perto a performance das ações da Vale, que caíram 2,5% e acabaram pressionando o Ibovespa

A Vale é uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, e o desempenho de suas ações é visto como uma proxy para perspectivas de demanda pela China, voraz consumidora de matérias-primas que integram a pauta de exportação brasileira. Os preços dos metais no mercado externo vêm caindo nos últimos dias em meio a relatos de maior supervisão chinesa na dinâmica dos negócios.

Entre a máxima de 12 de abril e a mínima de 11 de maio o dólar caiu 8,76%. Muitos analistas atribuíram parte desse movimento a expectativas de maior saldo da balança comercial brasileira decorrente do impulso vindo dos preços mais altos das commodities.

Mas alguns indicadores técnicos sugerem que quedas adicionais do dólar estão mais suscetíveis a movimentos de "compras na baixa". O índice de força relativa de 14 dias para o par dólar/real ainda está mais próximo de 30 do que de 70 --na prática, isso aponta mais espaço para altas da cotação do que para baixas.

"A recente valorização do real não deve durar muito, apesar do desempenho bastante robusto da conta corrente neste ano", alertaram estrategistas do Citi em nota.

"Olhando à frente, os riscos fiscais internos permanecem elevados... Além disso, nossa perspectiva global apoia a visão de que o dólar deve se fortalecer até o final do ano", acrescentou a instituição, citando que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) pode iniciar alguma redução de estímulos ainda neste ano.

O risco de uma taxa de juros abaixo do esperado também está no radar, já que analistas têm afirmado que juros reais negativos estão entre as razões para a forte depreciação do real desde o ano passado.

Mais cedo nesta terça, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que nas condições postas o correto era usar a linguagem de normalização parcial da política monetária --ou seja, de juros abaixo de 6,50%. Mas ele ponderou que essa retórica pode ser alterada em caso de mudança de cenário.

(Edição de Isabel Versiani)

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