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Dólar despenca 6% em 4 pregões com mercado reavaliando cenário para juros nos EUA

Notas de dólar

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -Os vendedores de dólar dominaram o mercado de câmbio nesta quinta-feira e empurraram a moeda ao quarto pregão consecutivo de perdas, deixando a cotação no menor valor em um mês, em meio à continuidade do desmonte de posições pró-dólar um dia depois de o Fed sinalizar abrandamento na alta dos juros.

A inesperada retração da economia norte-americana no segundo trimestre --que por uma definição comum deixaria os Estados Unidos em recessão técnica, uma vez que a atividade já havia recuado entre janeiro e março-- pesou sobre o dólar em todo o mundo, por reforçar cenários de que os juros nos EUA podem não subir tanto, o que tiraria apelo da moeda.

O dólar à vista caiu 1,66%, a 5,162 reais, menor valor para um encerramento desde 21 de junho (5,1533 reais). O real revezou com o iene japonês o posto de divisa com melhor performance global nesta sessão.

Em quatro sessões, o dólar recuou 6,10%, maior desvalorização para o período desde novembro de 2020. As baixas consecutivas empurraram a cotação para queda de 1,32% no cômputo de julho. Na sexta-feira passada, o acumulado do mês era de alta de 5,09%.

A queda do dólar aqui foi lastreada pelo enfraquecimento da moeda no exterior, intensificado na parte da tarde, o que derrubou a cotação às mínimas ante o real. No menor valor do dia, o dólar marcou 5,1594 reais, queda de 1,71%.

"Está começando a parecer que o dólar alcançou seu pico ante a maioria das moedas", disse em nota Kit Juckes, estrategista macro do Société Générale.

O índice do dólar chegou a cravar sucessivas máximas em 20 anos nas últimas semanas, mas a atratividade de divisas como o real melhorou conforme se formam expectativas de que o dólar pode render menos.

A taxa nominal de retorno (não ajustada pela volatilidade) embutida em contratos de taxa de câmbio real/dólar para seis meses voltou a superar 13% ao ano, depois de cair para a faixa de 12,5% nos últimos dias.

Depois da alta de juros pelo BC norte-americano, será a vez de o Banco Central do Brasil na próxima semana anunciar decisão de política monetária. Para o Santander Brasil, a aprovação de novos estímulos pelo governo, as perspectivas de inflação já pressionadas e a menor ociosidade da economia jogam a favor de um juro ainda alto.

"Acreditamos que esses desdobramentos podem aumentar o orçamento de alta da Selic necessária para o BCB cumprir sua meta de trazer a estimativa para o IPCA de 2023 para 'em torno da meta' (ou seja, abaixo de 4%, para dizer o mínimo)", disse Mauricio Oreng, superintendente de pesquisa macroeconômica do Santander, em relatório.

(Edição de Bernardo Caram)

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