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Dólar emenda 3ª queda e vai a mínima em 2 semanas, abaixo de R$5,10

Nota de dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta segunda-feira e fechou no menor patamar em duas semanas, abaixo de 5,10 reais, castigado por clima de maior apetite por risco no exterior, valorização de commodities e percepção de cenário doméstico ainda atraente para o capital estrangeiro.

A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário recuou 0,93%, a 5,0983 reais, menor nível para encerramento desde 29 de agosto (5,0330 reais). No acumulado dos últimos três pregões, o dólar recuou 2,7%.

Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,08%, a 5,1250 reais.

Parte dessas perdas foi atribuída por participantes do mercado financeiro a um arrefecimento da moeda norte-americana no exterior, onde seu índice frente a uma cesta de seis rivais fortes tem se afastado nos últimos dias de máxima em 20 anos atingida na quarta-feira da semana passada.

Nesta tarde, esse índice mostrava queda de 0,40%, enquanto as ações tiveram alta generalizada nas principais bolsas de valores, sinal do maior apetite global por risco. [.NPT] [.EUPT]

Já os preços de várias commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, têm mostrado alta nos últimos pregões.

"As moedas latino-americanas, em geral, acabam sendo bastante atraentes por serem de uma região diversificada na oferta de commodities para exportação. Isso atrai tanto investimento produtivo quanto investimento financeiro" para os mercados regionais em momentos de valorização internacional desse tipo de produto, disse à Reuters Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

O real capitaneou os ganhos regionais no dia, mas outras moedas latino-americanas registraram alta frente ao dólar nesta sessão, como os pesos mexicano e chileno e o sol peruano.

Enquanto isso, investidores continuaram monitorando o noticiário político brasileiro, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições presidenciais.

Após pesquisa BTG/FSB desta segunda-feira ter mostrado redução da vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), o mercado aguarda a divulgação de nova sondagem do instituto Ipec nesta noite.

O Goldman Sachs notou em relatório que algumas medidas de percepção de investidores em relação ao pleito têm se mantido "relativamente estáveis" conforme se aproxima 2 de outubro, o que eles atribuem a uma combinação de fatores que têm tirado o foco das incertezas político-fiscais do Brasil.

Entre esses elementos, o banco citou o elevado "carry" (retorno de taxa de juros) do real e a maior sensibilidade da moeda aos preços das commodities, dois pontos também mencionados por Mattos, da StoneX.

No entanto, o Goldman Sachs alertou que um resultado acirrado nas urnas pode ser o maior risco de cauda para o real neste momento.

Apesar do recente enfraquecimento do dólar, há grandes chances de uma recuperação acentuada da moeda norte-americana --tanto no mercado local quanto no internacional-- até o fim deste ano, avaliou Mattos, citando o efeito do atual ciclo de aperto monetário do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

O Fed já subiu sua taxa de juros em 2,25 pontos percentuais desde março deste ano, e a maior parte dos mercados financeiros acredita que a autoridade monetária elevará os custos dos empréstimos em mais 0,75 ponto em seu encontro deste mês, nos dias 20 e 21. Dados de inflação norte-americanos de terça-feira serão avaliados de perto, já que podem oferecer pistas sobre a decisão do banco central na semana que vem.

Quando os EUA, país considerado seguro para investimentos, oferecem juros mais altos, acaba ofuscando a atratividade de mercados como o Brasil --onde o nível superior das taxas de juros é uma medida de maior risco-- para agentes financeiros estrangeiros, explicou Mattos.