Mercado fechará em 5 h 21 min
  • BOVESPA

    98.564,45
    -389,45 (-0,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.201,54
    +458,39 (+0,96%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,38
    +1,95 (+1,80%)
     
  • OURO

    1.810,00
    +8,50 (+0,47%)
     
  • BTC-USD

    19.570,48
    +523,43 (+2,75%)
     
  • CMC Crypto 200

    423,69
    +3,55 (+0,84%)
     
  • S&P500

    3.825,33
    +39,95 (+1,06%)
     
  • DOW JONES

    31.097,26
    +321,86 (+1,05%)
     
  • FTSE

    7.242,50
    +73,85 (+1,03%)
     
  • HANG SENG

    21.830,35
    -29,44 (-0,13%)
     
  • NIKKEI

    26.153,81
    +218,19 (+0,84%)
     
  • NASDAQ

    11.540,75
    -70,50 (-0,61%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5291
    -0,0296 (-0,53%)
     

Dólar tem leve alta com mercado à espera de nova sinalização do Fed

Notas de cem dólares retratadas em Seul

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar oscilou entre perdas e ganhos expressivos e acabou encerrando as operações no mercado à vista com apenas modesta alta nesta terça-feira, conforme a moeda manteve sua consolidação no exterior um dia antes de o banco central norte-americano emitir nova sinalização de política monetária.

O dólar subiu 0,11%, a 4,813 reais.

Ainda pela manhã, a cotação foi à mínima do dia --de 4,776 reais, queda de 0,66%-- antes de subir para 4,855 reais, alta de 0,99%, na máxima.

O real negociou alinhado com um índice de moedas emergentes calculado pelo JPMorgan, que subia 0,1% no fim da tarde.

O mercado de moedas sentiu mais cedo o mau humor importado das bolsas de valores de Nova York --onde o Nasdaq chegou a cair 3,8%. Mas ao longo da tarde o sinal de preço melhorou e, embora ainda tenha fechado em queda, o índice de tecnologia reduziu as perdas para 2,35%, enquanto o Dow Jones fechou em alta de 0,15% após cair 1,6% no pior momento.

"Os 'drivers' externos é que têm guiado a taxa de câmbio brasileira nesse período recente", disse Rodolfo Margato, economista da XP. "Houve o movimento de piora do câmbio local, que saiu de 4,62 reais por dólar para cima de 5 reais, mas tem havido uma devolução parcial disso: o dólar cedeu lá fora e também tivemos descompressão nas taxas de juros dos EUA de dez anos", acrescentou.

O índice do dólar frente a uma cesta de moedas (DXY) caía 0,36% nesta terça-feira, acelerando a queda desde as máximas em 20 anos tocadas 11 dias atrás para 3,1%. E o juro implícito no título público norte-americano de dez anos --uma referência para quanto o governo dos EUA paga a investidores por um investimento nesse prazo-- caiu de 3,20% duas semanas atrás para 2,76%.

O mercado aguarda agora a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA), ocorrida em 3 e 4 de maio e que resultou em aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros pelo Fed, maior alta em 22 anos. Investidores buscam sinalizações sobre os próximos aumentos de juros, o ritmo e os planos para o balanço do Fed, num momento em que os mercados sentem o peso do aperto da política monetária.

"A visão de curto prazo é de volatilidade para o câmbio, e vemos o dólar entre 4,60 reais e 5 reais. Esse intervalo nos parece mais provável do que taxas acima de 5 reais", disse Margato, da XP.

As incertezas até o fim do ano --incluindo a eleitoral--, contudo, levam a XP a prever dólar de 5 reais ao fim do ano. "O cenário de juros mais altos na cena global limita o fortalecimento da paridade, mas aquele cenário de 5,50 reais, 5,60 reais, 5,70 reais que a gente observava na virada do ano, isso na nossa leitura está bastante distante também. Precisaria de um choque negativo adicional para gente ver o câmbio (dólar) escalando", finalizou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos