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Dólar fecha em alta após vaivém com cautela externa e cena local dividindo atenções

Notas de reais e dólares

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta frente ao real nesta quinta-feira, após operar sem direção clara durante boa parte das negociações, com um rali internacional do dólar em meio a temores de aperto monetário sendo compensado, em parte, pela remanescência de algum otimismo no ambiente doméstico após o primeiro turno das eleições presidenciais e pela extensão dos ganhos do Ibovespa.

A moeda norte-americana subiu 0,43%, a 5,2103 reais na venda, depois de oscilar entre 5,2207 (+0,63%) e 5,1737 reais (-0,28%) ao longo da sessão.

Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,29%, a 5,2390 reais.

Os ganhos da divisa norte-americana no mercado local refletiram movimento externo, com o índice do dólar frente a seis pares de países desenvolvidos avançando mais de 1% nesta tarde. Investidores se mostravam nervosos antes da divulgação, na sexta-feira, de dados sobre a criação de empregos fora do setor agrícola dos Estados Unidos.

Uma leitura forte, ainda que positiva para o mercado de trabalho norte-americano, provavelmente seria mais um argumento a favor da manutenção de postura agressiva do Federal Reserve em seu ciclo de alta de juros, que por sua vez tem levantado temores de recessão global.

"No quadro geral, duvidamos que o pico do dólar esteja aqui. O mercado provavelmente permanecerá no modo 'boas notícias são más notícias' até que uma recessão nos EUA esteja mais próxima, sugerindo que precisamos ver uma leitura mais fraca (da criação de empregos fora do setor agrícola) para manter um ímpeto mais positivo", disseram estrategistas do Citi em nota

Também colaborou para o fortalecimento da moeda norte-americana uma nova rodada de falas de autoridades regionais do Fed nesta quinta-feira, que reforçaram a intenção do banco central de seguir firme no aperto da política monetária de forma a controlar a inflação.

O Fed já aumentou sua taxa de juros em 3 pontos percentuais desde março deste ano.

Mas, no Brasil, a manutenção de algum bom humor relacionado ao primeiro turno das eleições limitou a desvalorização do real no dia, disseram alguns participantes do mercado. De fato, a baixa da moeda local foi bem menos intensa do que a de alguns pares arriscados, como rand sul-africano e dólar australiano, que perdiam mais de 1% nesta tarde.

Investidores reagiram positivamente ao pleito de domingo passado, em que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) teve desempenho melhor do que o esperado, resultado que pode elevar a pressão sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mais votado no primeiro turno, para que busque alianças mais ao centro. Também agradou aos mercados a formação de um Congresso mais à direita.

Além disso, o bom desempenho do Ibovespa ajudou a limitar a valorização do dólar tanto nesta quinta-feira quanto na véspera, disse à Reuters Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. O índice de referência do mercado acionário brasileiro registrou seu quinto pregão seguido de alta nesta tarde.

Velloni chamou a atenção para a disparada das ações da Petrobras na esteira do salto dos preços do petróleo no mercado internacional, que foi impulsionado pela decisão da Opep+ de cortar a produção.

O economista disse enxergar o patamar de 5,20 reais por dólar como uma "um ponto de resistência muito forte" para a moeda norte-americana, ao qual tende a retornar num curto prazo. "Claro que nós estamos tendo volatilidade, um pouquinho para cima, um pouquinho para baixo, mas ele (dólar) acaba sempre voltando para esse ponto de 5,20."