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Dólar cai mais de 1% com moderação de tom de Lula e esperança de desidratação da PEC da Transição

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda frente ao real nesta segunda-feira, apesar da força da moeda norte-americana no exterior, com investidores reagindo positivamente a falas mais conciliadoras de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a postura fiscal do Brasil e se atendo a esperanças de que a PEC da Transição seja desidratada durante tramitação no Congresso.

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,18%, a 5,3115 reais na venda. Foi a maior desvalorização percentual diária desde o último dia 11 (-1,24%) e o patamar de encerramento mais baixo em exatamente uma semana (5,3026 reais).

Lula disse no sábado que a responsabilidade fiscal é importante, afirmando que "não podemos gastar mais do que a gente ganha", embora tenha reforçado seu compromisso com o investimento na economia e no bem-estar social do país.

Na sexta-feira, o presidente eleito já havia dito ter ficado feliz com a carta aberta de economistas que alertaram para o risco de se subestimar reações adversas dos mercados financeiros a medidas que vão contra a responsabilidade fiscal, e garantiu ter compromisso com o controle das contas públicas.

As falas de Lula vieram em meio às negociações da PEC de Transição, cuja minuta apresentada pelo governo eleito prevê uma exceção ao teto de gastos no valor de quase 200 bilhões de reais e por tempo indeterminado, termos que desagradaram profundamente aos mercados.

"Felizmente, o Congresso também reagiu negativamente à proposta e começa a negociar pelo menos em duas direções", avaliou a Genial Investimentos em relatório enviado a clientes. "De um lado, uma redução do valor do aumento do ' pé direito' do teto... A segunda linha de negociação é retirar o programa Auxílio Brasil do teto apenas em 2023 e renegociar no final do próximo ano."

Maciel Vicente, consultor de câmbio da iHUB Investimentos, disse à Reuters que as negociações do mercado de câmbio doméstico devem permanecer voláteis enquanto durarem as negociações da PEC da Transição e o processo de escolha das equipes ministeriais oficiais de Lula.

Ainda assim, ele avaliou que, salvo um acontecimento "extraordinário" que assuste os mercados durante o processo de transição, o real deve eventualmente retomar a tendência de enfraquecimento que apresentou durante boa parte de 2022, em meio a fundamentos econômicos mais atraentes do que o de vários de seus pares emergentes.

Vicente espera que o dólar oscile numa faixa entre 5,10 e 5,30 reais ao longo dos próximos dois a três meses, mas recue num longo prazo --em cerca de 12 meses-- para intervalo de 4,90 a 5,10 reais.

Embora tenha disparado recentemente em meio a temores fiscais, o dólar ainda cai cerca de 5% frente à divisa brasileira até agora no ano. No mesmo período, o índice que compara o dólar a uma cesta de seis pares fortes dispara quase 13%.

As perdas da divisa norte-americana nesta manhã vieram na contramão do exterior, onde o índice do dólar avançava 0,85%. Ao mesmo tempo, vários pares arriscados do real operaram em forte queda nesta segunda-feira, com peso mexicano, dólar australiano e rand sul-africano perdendo de 0,6% a 1%.

O Banco Inter citou em nota "cautela de investidores à medida que os casos de Covid-19 aumentam e novos lockdowns vão sendo impostos na China", bem como desconforto dos mercados com sinalizações mais duras contra a inflação de autoridades do banco central dos Estados Unidos.