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Dólar bate R$5,42, mas fecha em queda com alento externo

Nota de dólar em frente a um gráfico de ações

Por José de Castro

(Reuters) - O dólar finalmente registrou baixa mais firme nesta quarta-feira, após ficar estável na sessão anterior depois de dois dias de super-ralis, mas o movimento foi visto mais como um ajuste patrocinado por um dia de respiro nas praças externas, num cenário geral ainda desconfortável.

O dólar à vista caiu 0,52%, a 5,3492 reais na venda. As oscilações intradiárias seguiram dilatadas, e a cotação variou cerca de 10 centavos entre a máxima (de 5,4243 reais, alta de 0,88%) e a mínima (de 5,3232 reais, baixa de 1,00%).

Na véspera, a moeda ficou praticamente estável, depois de dois dias seguidos (sexta e segunda) com altas superiores a 2%. No período, disparou 5,15%.

A recuperação do real veio a reboque da distensão externa. Ativos duramente golpeados nos últimos dias, como o euro, a libra, moedas emergentes e ações globais, tinham franca alta, conforme os rendimentos dos títulos caíam após o banco central do Reino Unido agir para conter a liquidação no mercado de dívida do país --no centro do mais recente chacoalhão global.

Enquanto o ambiente externo segue bastante instável, o mercado se volta cada vez mais para as eleições brasileiras do próximo domingo, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegando à reta final ganhando fôlego ante o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL) e com chance de vitória já no primeiro turno.

Profissionais do Barclays chamaram atenção recentemente para o que dizem parecer ser um prêmio de risco quase zero na ponta curta da curva de juros e uma modesta sobrevalorização do real no patamar em torno de 5,15 por dólar.

Segundo eles, contudo, as discussões sobre o Orçamento de 2023 provavelmente aumentarão a volatilidade dos ativos domésticos no quarto trimestre deste ano, "independentemente do vencedor" das eleições.

A volatilidade implícita do real --uma medida das oscilações esperadas para a moeda-- tem se mantido acima da maioria de seus pares. Enquanto a medida para três meses está em cerca de 20%, o mesmo vencimento para o peso mexicano mostra 12,4%.

"O desempenho mais fraco (dos mercados brasileiros) pode se estender até o primeiro semestre de 2023 se Lula vencer, à medida que ocorrer uma reformulação mais profunda da estrutura fiscal. No entanto, o 'carry' alto (retorno atrelado a contratos de câmbio) e os rendimentos elevados (na renda fixa) limitam a pressão de baixa sobre o câmbio e contratos de renda fixa locais."

Dados do Tesouro divulgados nesta quarta mostraram que os investidores estrangeiros reduziram em 11,3 bilhões de reais a participação na dívida interna em agosto, caindo de 9,0% do total para 8,8% em agosto --nível mais baixo desde dezembro de 2009.

Segundo o Tesouro, o cenário de alta nos juros em economias avançadas prejudica a entrada de recursos no país, mas, por outro lado, o ciclo de aperto monetário próximo ao fim no Brasil favorece investimentos estrangeiros.