Mercado fechado
  • BOVESPA

    106.296,18
    -1.438,83 (-1,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.889,66
    -130,39 (-0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,98
    +1,48 (+1,79%)
     
  • OURO

    1.793,10
    +11,20 (+0,63%)
     
  • BTC-USD

    60.875,23
    -2.347,25 (-3,71%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.453,34
    -49,69 (-3,31%)
     
  • S&P500

    4.544,90
    -4,88 (-0,11%)
     
  • DOW JONES

    35.677,02
    +73,94 (+0,21%)
     
  • FTSE

    7.204,55
    +14,25 (+0,20%)
     
  • HANG SENG

    26.126,93
    +109,40 (+0,42%)
     
  • NIKKEI

    28.804,85
    +96,27 (+0,34%)
     
  • NASDAQ

    15.324,00
    -154,75 (-1,00%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5808
    -0,0002 (-0,00%)
     

Dívidas de empresas podem limitar expansão econômica do Brasil em 2022, diz Intrum

·2 minuto de leitura

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A extensão das renegociações de dívidas com clientes devido aos efeitos prolongados da pandemia da Covid-19 tem mascarado dados de inadimplência no Brasil, mas uma deterioração tende a aparecer nos próximos meses, pressionando ainda mais a atividade econômica do país em 2022.

Esta é a conclusão do presidente no Brasil da empresa sueca de recuperação de crédito Intrum, Ulisses Rodrigues, com base em um estudo recente feito por ela com 700 empresas de vários tamanhos no país.

Segundo o levantamento, seis entre 10 empresas se viram obrigadas a negociar o vencimento das dívidas de seus devedores em 2021. Porém, a grande maioria parece estar chegando ao limite, já que 84% delas classificaram longos prazos de pagamento como "problemáticos". Logo, a expectativa é de que os níveis de inadimplência subirão nos próximos 12 meses.

Os dados contrastam com o que Banco Central e os grandes bancos do país têm divulgado: índices de inadimplência controlados que os tem levado, inclusive, a reverterem parte das provisões extras que fizeram no ano passado, quando chegaram a prever prejuízos muito maiores com calotes.

Na semana passada, o BC anunciou que o índice de operações de crédito em atraso em agosto ficou estável em 3%.

Mas para Ulisses Rodrigues, presidente da Intrum no Brasil, esse cenário de aparente estabilidade deve-se, entre outros fatores, a renegociações abertas pelos próprios bancos.

A Serasa reconheceu na semana passada que a abertura de linhas de crédito para negociação de dívidas de micro e pequenas empresas induziu um alívio temporário da inadimplência entre empresas, que caiu 0,9% entre julho e agosto.

"Muita gente ainda está aceitando dilatação de prazos acima do que poderia suportar", disse Rodrigues. "Não sabemos o tamanho do problema da inadimplência fora dos bancos e isso deve aparecer em 2022."

Esse cenário tende a se agravar, segundo ele, diante do atual ciclo de aperto monetário conduzido pelo BC para tentar conter a inflação, o que piora as condições de financiamento, especialmente para empresas menores.

O levantamento da Intrum foi realizado entre os dias 26 de janeiro e 16 de abril deste ano. A companhia foi criada há cerca de 100 anos na Suécia e está presente 25 países.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos