Dívida pública da zona do euro sobe um décimo, para 90% do PIB

Bruxelas, 23 jan (EFE).- A dívida pública da zona do euro foi de 90% de seu PIB no terceiro trimestre de 2012, um décimo a mais que no trimestre anterior, enquanto na União Europeia (UE) como um todo, aumentou na mesma medida e chegou a 85,1%.

Em comparação com o mesmo período de 2011, a proporção de dívida com relação ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2% nos países da moeda única e 4,4% no total do bloco, segundo os números divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat, o escritório de estatísticas da UE.

As taxas mais altas de dívida pública no terceiro trimestre foram registradas em Grécia (152,6%), Itália (127,3%), Portugal (120,3%) e Irlanda (117%), e os mais baixas foram de Estônia (9,6%), Bulgária (18,7%) e Luxemburgo (20,9%).

Na Espanha, a dívida pública foi de 77,4% do PIB, 1,4 ponto percentual a mais que no trimestre anterior. Este dado, antecipado em dezembro pelo Banco da Espanha, é o mais alto de sua série histórica.

Em comparação com o segundo trimestre de 2012, a dívida pública aumentou em 15 Estados-membros, diminuiu em 11 e permaneceu estável apenas na Eslovênia.

Os maiores aumentos entre o segundo e o terceiro trimestres do ano passado foram observados em Irlanda (5,9 pontos), Grécia (3,4) e Portugal (2,9), e as quedas mais significativas foram de Letônia (2,6 pontos), Malta (2,5) e Áustria (1,3).

Em comparação com o terceiro trimestre de 2011, 22 Estados-membros aumentaram sua taxa de dívida pública, e cinco a reduziram.

As maiores altas anualizadas foram as de Chipre (17,5 pontos), Irlanda (13,4) e Espanha (10,7),. No outro extremo ficaram Grécia (11,1), Hungria (4,8) e Letônia (3,6).

Os componentes com mais peso na dívida pública durante o terceiro trimestre de 2012 foram os títulos sem incluir as ações, que representaram 78,9% na zona do euro e 80,4% da UE.

Em seguida ficaram os empréstimos, que representaram 18,3% nos países da moeda única e 15,8% na UE como um todo. Em terceiro lugar ficaram as moedas e depósitos, com 2,8% e 3,8%, respectivamente. EFE

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