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Dívida pública bate novo recorde e alcança 88,8% do PIB em agosto, diz BC

LARISSA GARCIA
·2 minutos de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com o aumento de gastos em razão da pandemia do novo coronavírus, a dívida pública bateu novo recorde em agosto e alcançou 88,8% do PIB (Produto Interno Bruto), alta de 2,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30). “A dívida bruta do governo geral atingiu em agosto R$ 6,4 trilhões, maior patamar da série, que começa em 2006, em função da atual situação fiscal a trajetória de crescimento. A cada mês observamos um novo recorde”, afirmou o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha. O aumento da dívida bruta se deu principalmente pelo aumento nas emissões de títulos públicos para financiar os gastos, que representou aumento de 1,8 ponto percentual, da incorporação de juros ao montante (0,4 ponto) e do efeito da alta do dólar no período (0,3 ponto). A dívida já vinha em trajetória de alta antes da crise. Em 2019, o endividamento estava em 75,8% do PIB. A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, também foi impactada pela pandemia e fechou em 60,7% do PIB em agosto, aumento de 0,6 ponto percentual em relação a julho. “É a maior desde setembro de 2002, quando ficou em 62,4% do PIB”, apontou Rocha. O aumento é resultado do crescimento do rombo nas contas públicas, que representou 1,2 ponto percentual e pela incorporação de juros ao montante (0,5 ponto). A alta do dólar de 5,2% no período, no entanto, puxou a dívida em 1 ponto percentual para baixo. Quando há valorização da moeda norte-americana, há redução do valor da dívida líquida em reais por conta das reservas internacionais. As contas públicas tiveram rombo de R$ 571,4 bilhões no acumulado do ano, até agosto. Nos últimos 12 meses, o governo registrou déficit primário de R$ 611,3 bilhões, o equivalente a 8,50% do PIB. O rombo é o maior da série histórica compilada pelo BC, que teve início em 2002. Em agosto, o governo registrou resultado primário negativo em R$ 87,6 bilhões. “No acumulado, o déficit muito superior ao observado em agosto de 2019 [R$ 13,4 bi], no mundo pré-pandemia”, destacou o técnico do BC. “Na comparação interanual, no entanto, observamos crescimento de receitas. O período de postergação [do pagamento de impostos] já começa a terminar e há efeito da evolução da atividade econômica, com a redução do distanciamento”, ponderou. Desde o início da crise sanitária, o governo tem gastado mais com medidas de enfrentamento à pandemia e arrecadado menos em razão da queda da atividade e das medidas de restrição.L O resultado primário indica a capacidade do governo de pagar as contas, exceto os encargos da dívida pública. Se as receitas são maiores que as despesas, há superávit. Caso contrário, há déficit.