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Dívida de fronteira se destaca em cenário de juros mais altos

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- À medida que se intensifica a busca por investimentos que possam suportar o aumento das taxas de juros, ativos de fronteira ganham popularidade em relação a mercados emergentes de maior peso.

Títulos de economias menos desenvolvidas mostram retorno de 2,6% este ano, mantendo o desempenho de 2020, enquanto a dívida de mercados emergentes com classificação mais elevada acumula baixa de quase 2%, revertendo parte do avanço de 5,3% do ano passado, segundo índices do JPMorgan Chase.

Com a crescente especulação de que a recuperação econômica pós-pandemia está acelerando a inflação, títulos de países em desenvolvimento de menor porte atraem compradores, já que seus títulos tendem a ser de duração mais curta, o que significa que são menos sensíveis às expectativas de aumento das taxas de juros. A duração média dos títulos soberanos de mercados de fronteira é de 6 anos, comparados aos 7,9 anos para mercados emergentes tradicionais, mostram os índices do JPMorgan.

“As pessoas ainda estão preocupadas com o aumento das taxas de juros” e buscam maior rendimento e menor duração dos juros, disse Leo Hu, que coadministra o fundo Emerging Markets Debt Hard Currency, com US$ 7 bilhões em ativos, na NN Investment Partners, em Singapura. Os títulos de fronteira podem oferecer retorno de pelo menos 9% nos próximos 12 meses, calcula.

O crescente interesse em ativos de fronteira, no entanto, representa uma ameaça para a economia global diante da perspectiva de aperto da política monetária pelos bancos centrais. Países menos desenvolvidos, como os da África, apresentam maior chance de default do que nações de mercados emergentes maiores. E quanto maior o fluxo de fundos para esses mercados, maior a ameaça de contágio caso o aumento dos custos de financiamento afete o crescimento econômico.

Aposta na África

Em termos geográficos, gestores especializados em ativos de fronteira são quase unânimes na preferência pela África, pois acreditam que a região será a mais beneficiada com o aumento dos preços das matérias-primas. Entre os destaques estão Angola, Gana e Zâmbia, embora este último tenha se tornado o primeiro país africano na era Covid-19 a entrar em default, quando não fez um pagamento de eurobônus no ano passado.

O otimismo em relação aos mercados de fronteira também cresceu este ano após o FMI anunciar um plano para criar US$ 650 bilhões em ativos de reserva adicionais para ajudar economias em desenvolvimento a enfrentar a pandemia.

O apoio do FMI tem sido crucial para países como o Paquistão, que captou US$ 2,5 bilhões em março após a retomada de um programa de resgate de US$ 6 bilhões. O novo governo do Equador planeja fechar um acordo com o FMI para garantir a estabilidade financeira e desbloquear parte dos recursos relacionados ao acordo de financiamento de US$ 6,5 bilhões firmado no ano passado.

Os títulos de países de fronteira oferecem rendimentos mais altos por uma razão: apresentam maior possibilidade de default. Mas muitos gestores não se sentem intimidados.

“Existem alguns riscos, como o agravamento da pandemia ou muito estímulo, mas continuamos com o cenário mais otimista para os mercados de fronteira”, disse Edgardo Sternberg, cogestor de portfólios de dívida de mercados emergentes em Boston na Loomis Sayles, que administra US$ 3,5 bilhões em títulos de países em desenvolvimento. “Os mercados de fronteira devem continuar apresentando desempenho superior”, afirmou.

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©2021 Bloomberg L.P.

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