Mercado abrirá em 8 h 5 min
  • BOVESPA

    118.811,74
    +1.141,74 (+0,97%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.352,18
    -275,52 (-0,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    60,00
    +0,30 (+0,50%)
     
  • OURO

    1.729,30
    -3,40 (-0,20%)
     
  • BTC-USD

    60.568,95
    +215,16 (+0,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.293,57
    -1,01 (-0,08%)
     
  • S&P500

    4.127,99
    -0,81 (-0,02%)
     
  • DOW JONES

    33.745,40
    -55,20 (-0,16%)
     
  • FTSE

    6.889,12
    -26,63 (-0,39%)
     
  • HANG SENG

    28.727,53
    +274,25 (+0,96%)
     
  • NIKKEI

    29.816,98
    +278,25 (+0,94%)
     
  • NASDAQ

    13.794,50
    -14,25 (-0,10%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8192
    -0,0113 (-0,17%)
     

Dívida brasileira se estabiliza abaixo de 100% do PIB, mas cenário fiscal segue preocupante, afirma Bank of America

·1 minuto de leitura
REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - O Bank of America melhorou as previsões de déficit primário e dívida bruta do Brasil para 2021, citando um início melhor para as contas fiscais neste ano depois de surpresas positivas nos dados do fim do ano passado.

O BofA espera agora que o déficit primário --resultado das receitas menos despesas, excluindo pagamento de juros da dívida-- fique em 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, contra estimativa anterior de 3,9%. A dívida bruta em relação ao PIB ficará em 88,9%, abaixo dos 93,5% esperados antes.

O pico da dívida bruta/PIB será menor que o calculado anteriormente pelo banco, saindo de 100% (cenário previsto em novembro passado) para 96%. A estabilização começará entre 2027 e 2028. A medida dívida bruta/PIB é vista como um indicador de solvência de um país e, por isso, é acompanhada de perto por agências de classificação de risco.

"Em todos os nossos cenários, assumimos a mesma dinâmica de gastos de longo prazo: o crescimento das despesas respeitará o teto de gastos apenas até 2022, e seguirá daí em diante um crescimento contido sob o pressuposto de que alguma consolidação fiscal (como uma reforma administrativa para enfrentar a segunda maior despesa do governo) continuará nos próximos anos", disseram David Beker e Ana Madeira, que assinam o relatório.

Mas eles ainda avaliam que o cumprimento do teto após 2022 segue como um "desafio significativo", citando o gasto obrigatório do governo acima de 90% das receitas, a ausência do estado de calamidade pública, pressões por mais despesas no contexto da segunda onda de Covid-19 e a perspectiva de juros mais altos.

(Por José de Castro)