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Déficit comercial de químicos recua 2,6% no ano até maio, diz Abiquim

Stella Fontes

Segundo as Associação Brasileira da Indústria Química, balança comercial de produtos químicos ficou em US$ 11,4 bilhões no acumulado de janeiro a maio Diferentemente do informado anteriormente, as exportações somaram US$ 4,7 bilhões (e não US$ 11,3 bilhões). Segue a nota corrigida:

O déficit na balança comercial de produtos químicos ficou em US$ 11,4 bilhões no acumulado de janeiro a maio, uma queda de 2,6% na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com relatório de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em volume, porém, tanto as exportações quanto as importações atingiram os maiores números para o período.

Conforme a entidade, as importações caíram 5,3% nos cinco meses, a US$ 16,1 bilhões, enquanto as exportações recuaram 11,3%, para US$ 4,7 bilhões. Em volume, por outro lado, foram 18,8 milhões de toneladas em importação, alta de 12,4%, e 6,4 milhões de toneladas em exportação, com crescimento de 18,7%.

De acordo com o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, diversos países estão reavaliando suas posições em relação à produção e ao consumo de bens nas cadeias globais, indicando a tendência de reavaliar dependências e voltar a industrializar localmente produtos estratégicos.

“Além das reformas estruturantes da economia brasileira e dos programas de ajustes competitivos, como o decisivo Novo Mercado de Gás para o setor químico, que pode fomentar no Brasil a cadeia de fertilizantes, commodities cujo custo da matéria-prima é preponderante para as alocações de investimentos, também é do interesse estratégico nacional o fortalecimento do sistema brasileiro de defesa comercial, instituto legal que, sob hipótese nenhuma, pode ser alvo de ímpetos oportunistas de se minorar sistematicamente a sua eficiência e integralidade e expor o país ao comércio irresponsável no momento mais inoportuno possível”, diz Marino, em comunicado.

Intermediários para fertilizantes e produtos farmacêuticos para uso humano foram os principais grupos da pauta de importação, com compras superiores a US$ 2,5 bilhões de janeiro a maio. Juntos, representaram um terço do total importado pelo país.

Na outra ponta, produtos inorgânicos diversos e resinas seguiram como os produtos químicos mais exportados pelo país, embora as vendas de resinas termoplásticas tenham recuado 22,6% no intervalo, para US$ 610,8 milhões.