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Déficit comercial dos EUA atinge recorde em fevereiro

Ali BEKHTAOUI
·2 minuto de leitura
A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., em 9 de fevereiro de 2021

O déficit comercial dos Estados Unidos atingiu em fevereiro um recorde histórico, a 71,1 bilhões de dólares, com queda mais acentuada das exportações em relação às importações, em um cenário de recuperação mais rápida da economia americana frente às economias concorrentes.

O aumento do déficit de 4,8% em relação ao mês anterior foi impulsionado por uma queda de 2,6% nas exportações, a US$ 187,3 bilhões, superior às importações, que ficaram em US$ 258,3 bilhões (-0,7%).

"O crescimento dos EUA mais rápido do que no resto do mundo ampliou o déficit comercial para níveis recordes", comentou Oren Klachkin, economista da Oxford Economics, antecipando que "deve continuar a se ampliar à medida que a recuperação americana se intensifique na primavera e verão".

Em fevereiro, o aumento do déficit comercial foi superior às expectativas de analistas que esperavam US$ 70,5 bilhões.

"A melhoria da situação sanitária, a reabertura da economia e as despesas orçamentais vão dinamizar a demanda doméstica e vão exercer forte pressão sobre as importações", enquanto as exportações, dependentes da recuperação mais lenta da economia no resto do mundo, serão menos fortes, acrescentou Oren Klachkin.

Apenas para bens e por zona geográfica, o déficit comercial com a China aumentou cerca de 10% em um mês. Por outro lado, caiu drasticamente 42% com o México e 5% com a União Europeia.

Enquanto a pandemia de covid-19 continua a afetar gravemente as economias em todo o mundo, algumas, incluindo a dos Estados Unidos, estão se saindo muito melhor do que outras.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas projeções de crescimento para os Estados Unidos na terça-feira, a 6,4% para 2021 (+1,3 ponto) e 3,5% para 2022 (+1 ponto), estimando ser "a única grande economia" cujo PIB de 2022 excederá a previsão feita antes da pandemia.

O país deve sua salvação à adoção de vários planos massivos de estímulo econômico e ainda pode se beneficiar de um ambicioso plano de infraestruturas, cujos contornos o presidente Joe Biden revelou nos últimos dias.

As estatísticas econômicas dos EUA são positivas há várias semanas. A atividade nos serviços atingiu um máximo histórico em março e a criação de empregos registou o seu ritmo mais elevado no mesmo mês desde agosto de 2020, com 916.000 empregos criados.

Mas, enquanto isso, e no curto prazo, no comércio exterior, "as cadeias de suprimentos sob tensão e modelos de crescimento divergentes" aparecerão nas estatísticas, prevê Rubeela Farooqi, economista-chefe da HFE para os EUA.

Em detalhe, o déficit comercial de bens aumentou para 88 bilhões de dólares em fevereiro contra 85,2 bilhões um mês antes, enquanto o superávit em serviços caiu para 16,9 bilhões contra 17,4 bilhões um mês atrás.