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'Dá um sorriso para mim': radialista Alexandre Ferreira leva alegria aos ouvintes na pandemia

Regiane Jesus
·4 minuto de leitura

RIO — Um sorriso é o que Alexandre Ferreira pede aos que lhe fazem companhia em todas as madrugadas. Sempre que o microfone da Rádio Tupi se abre, o comunicador, morador de Todos os Santos, está pronto para cumprir a missão que o acompanha há 37 anos: levar alegria a quem está sintonizado na sua estação. Da amiga ou do amigo ouvinte, o radialista quer arrancar o riso. Seja a versão tímida, gerada por uma música capaz de levar à lembrança de um amor antigo; ou a gargalhada gostosa, daquela bem alta que vem na sequência de uma piada boa e bem contada. Vale ainda a felicidade estampada no emoji que é enviado pelas redes sociais ao também jornalista e professor que se sente em meio a uma aglomeração imaginária quando está nos estúdios da emissora, em São Cristóvão.

— Na madrugada, a gente ri, se diverte, ouve uma recordação que faz lembrar da juventude, conversa, troca ideia... O ouvinte participa comigo o tempo inteiro. Gosto muito de trabalhar neste horário porque é o momento em que as pessoas estão precisando de um refresco, de um respiro, para diminuir o estresse que viveram durante o dia. A minha missão é levar entretenimento ao mesmo tempo em que os convido a uma viagem no tempo — diz. — Depois da chegada da pandemia, as pessoas estão mais carentes, ansiosas, preocupadas... Então, entro no ar com uma palavra amiga, de esperança, e com muita alegria. Eu sempre digo: um novo dia é uma nova chance para a gente ser feliz!

Se o líder de audiência, dono do bordão “Dá um sorriso para mim”, celebra a vida com seus fiéis seguidores do rádio — alguns o acompanham desde os tempos da hoje extinta Rádio Manchete, na década de 1980 —, o mesmo acontece diante dos alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Unisuam, com sede em Bonsucesso, e da Facha, que só contou com suas aulas presenciais na unidade do Méier. Alexandre ama a troca que têm com os jovens. Mas, desde o ano passado, devido à pandemia de Covid-19, esses encontros seguem exclusivamente pela internet.

— As aulas são ao vivo, como se eu estivesse em sala, mas o fato é que cada um está na sua casa. Como trabalho com microfone e câmera, já que o meu programa de rádio é transmitido ao vivo pelo YouTube, estou acostumado a interagir com a tecnologia. Eu só precisei adaptar a dinâmica das aulas e os exercícios, para o universo on-line. O maior desafio é prender a atenção dos alunos, já que tem sempre uma mensagem de WhatsApp para desviar a atenção deles — lamenta o comunicador, que foi criado na Penha e passou a adolescência em Olaria.

Por outro lado, nem o fato de uma corrente insistir que o rádio morreu causa desinteresse nos alunos de Comunicação Social pelo veículo que reinou absoluto desde o seu surgimento no Brasil, na década de 1920, até os anos 1950, quando a televisão chegou por aqui.

— Podcast é rádio, usa a linguagem radiofônica, é feito para ser ouvido. Então é uma ferramenta que aproximou os jovens desta forma de comunicação. O rádio não vai morrer porque se reinventa. Por conta da internet, tenho ouvintes diários que moram nos Estados Unidos, no Japão, em Portugal... O rádio está vivo na internet. Aliás, o celular é o novo radinho sem pilha — diverte-se.

Na intimidade do lar, Alexandre também é só alegria. Em setembro de 2021, o casamento com Nádia completa, para seu orgulho, 30 anos. O único filho, Victor Alexandre, de 23 anos, é publicitário e tem no pai o maior incentivador. Celebridade da Zona Norte, o comunicador só deixa o sorriso fácil de lado quando analisa o momento coletivo de dor e perdas e que o priva do contato mais próximo com o seu lugar e o seu público:

— Eu só saio de casa para trabalhar, então sinto falta de almoçar com a família no NorteShopping, de irmos juntos à Feira de São Cristóvão ou à Floresta da Tijuca. Antes da pandemia, eu organizava caravanas com os ouvintes. Íamos passear em Petrópolis, Conservatória, Vassouras... Sinto muita falta deste convívio com eles, que, na verdade, são meus amigos. Tudo que estamos vivendo é muito triste, mas vai passar!

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