Mercado fechado
  • BOVESPA

    106.247,15
    -2.542,18 (-2,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.394,03
    -1.070,00 (-2,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    109,24
    -0,35 (-0,32%)
     
  • OURO

    1.815,40
    -0,50 (-0,03%)
     
  • BTC-USD

    28.978,72
    -1.331,75 (-4,39%)
     
  • CMC Crypto 200

    650,57
    -20,11 (-3,00%)
     
  • S&P500

    3.923,68
    -165,17 (-4,04%)
     
  • DOW JONES

    31.490,07
    -1.164,52 (-3,57%)
     
  • FTSE

    7.438,09
    -80,26 (-1,07%)
     
  • HANG SENG

    20.644,28
    +41,76 (+0,20%)
     
  • NIKKEI

    26.911,20
    +251,45 (+0,94%)
     
  • NASDAQ

    11.905,25
    -30,25 (-0,25%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2218
    +0,0114 (+0,22%)
     

Dá para pegar covid duas vezes em apenas 20 dias? Estudo descobriu que sim

·3 min de leitura

A ciência já sabia que reinfecções da covid-19 acontecem, apesar de não serem tão comuns em intervalos muito curtos. No entanto, uma equipe de pesquisadores espanhóis revelou o caso de uma mulher, de 31 anos, que foi infectada pelo coronavírus SARS-CoV-2 duas vezes em um intervalo de apenas 20 dias. Este é um recorde na pandemia.

Até agora inédito, o estudo sobre o caso da paciente que contraiu duas vezes a mesma doença em um intervalo de três semanas será apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (Ecccmid). O evento acontece em Portugal, entre 23 e 26 de abril.

Na Espanha, paciente contraí duas vezes a covid-19 em um período de 20 dias (Imagem: Photocreo/Envato)
Na Espanha, paciente contraí duas vezes a covid-19 em um período de 20 dias (Imagem: Photocreo/Envato)

A pesquisa foi liderada por pesquisadores do Instituto Catalão de Saúde, na Espanha. Segundo os autores, este é intervalo mais curto conhecido entre infecções do coronavírus. A boa notícia é que situações como esta não tendem a ser comuns na pandemia da covid-19.

Pegar a covid duas vezes em apenas 20 dias?

Segundo o relato de caso, a paciente que contraiu a covid-19 duas vezes em um intervalo tão curto de tempo era profissional da saúde e, muito possivelmente, estava trabalhando quando foi infectada. Aqui, é importante lembrar que o risco de potencial exposição ao vírus era muito mais elevado do que o da população geral.

A paciente recebeu o primeiro resultado positivo para a covid-19 no dia 20 de dezembro de 2021. Na ocasião, ela estava sem sintomas e tinha recebido a terceira dose da vacina há 12 dias. A infecção só foi descoberta em um exame de rotina no seu local de trabalho. O teste usado foi o RT-PCR, considerado o padrão-outro na pandemia.

Após a descoberta, a profissional de saúde permaneceu em isolamento por 10 dias e, em seguida, retornou ao trabalho normalmente. No dia 10 de janeiro de 2022, passados apenas 20 dias após o primeiro teste positivo, ela começou a apresentar sintomas leves da doença, como tosse e febre. No novo exame de PCR, a amostra deu positivo, confirmando a segunda infecção.

Não foi a mesma infecção do coronavírus?

A partir do relato de caso, seria possível imaginar que a paciente teria se infectado uma única vez e que está infecção teria permanecido, de forma mascarada, em seu organismo. No entanto, os pesquisadores explicaram que este não foi o caso. Isso porque as amostras coletadas da paciente passaram por sequenciamento genético.

Após análises, foi possível concluir que a mulher foi infectada por duas variantes diferentes do coronavírus. A primeira infecção foi desencadeada pela variante Delta (B.1.671.2). Agora, o segundo quadro foi provocado pela Ômicron (BA.1).

“Este caso destaca o potencial da variante Ômicron em evadir a imunidade anterior adquirida por uma infecção natural com outras variantes ou por vacinas", explica a pesquisadora Gemma Recio, do Instituto Catalão de Saúde, em comunicado.

“Em outras palavras, as pessoas que tiveram a covid-19 não podem assumir que estão protegidas contra reinfecção, mesmo que tenham sido totalmente vacinadas", alerta. “No entanto, tanto a infecção anterior com outras variantes quanto a vacinação parecem proteger parcialmente contra doenças graves e hospitalização naqueles que contraíram a Ômicron", completa Recio.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos