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CVS, Walmart e Walgreens pagarão US$13,8 bi para resolver acusações sobre uso de opioides nos EUA

Por Brendan Pierson

(Reuters) - As empresas CVS Health Corp, Walgreens Boots Alliance e Walmart concordaram em pagar cerca de 13,8 bilhões de dólares para resolver milhares de processos estaduais, locais e tribais do governo dos Estados Unidos que acusam as redes de farmácias de manuseio incorreto de analgésicos opioides.

A CVS disse nesta quarta-feira que concordou em pagar cerca de 5 bilhões de dólares em 10 anos, e a Walgreens divulgou em um documento junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) que pagará aproximadamente 5,7 bilhões de dólares em 15 anos.

Nenhuma das empresas admitiu irregularidades. O Walmart também concordou em pagar 3,1 bilhões de dólares, a maior parte à vista, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.

Paul Geller, um dos advogados que negociou para os governos, disse que os acordos com as farmácias “trarão bilhões de dólares adicionais para as comunidades que estão desesperadas por fundos para combater a epidemia” de dependência de opioides.

"Sabemos que práticas de distribuição imprudentes e voltadas para o lucro alimentaram a crise; mas também sabemos certamente que, com sistemas melhores e atenção adequada aos sinais de alerta, as farmácias podem desempenhar um papel direto em reduzir o abuso de opioides e salvar vidas", disse Geller.

O conselheiro geral da CVS, Thomas Moriarty, disse em comunicado que a empresa está satisfeita em resolver as reivindicações e que o acordo é "no melhor interesse de todas as partes, bem como de nossos clientes, colegas e acionistas".

A Walgreens disse em seu documento à SEC que "continua acreditando possuir fortes defesas legais" e que se defenderá vigorosamente contra quaisquer ações futuras não cobertas pelo acordo.

Tanto a CVS quanto a Walgreens disseram que seus acordos não serão definitivos até que certos termos que não envolvem dinheiro sejam resolvidos, e que o valor total pode ser reduzido se não houver um número suficiente de requerentes do governo.

O Walmart não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de Baranjot Kaur em Bengaluru, Brendan Pierson em Nova York e Nate Raymond em Boston)