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Curso on-line ensina a fabricar instrumentos musicais a partir de utensílios domésticos

Natália Boere
·2 minuto de leitura
Divulgação

RIO — Hoje tem marmelada e palhaçada? Tem sim, senhor! No curso Palhaço Excêntrico Musical, ministrado pelo ator Richard Riguetti. Trata-se de uma oficina on-line em duas aulas (pelo Zoom, hoje e amanhã, das 14h às 18h) que ensina a fabricar instrumentos musicais inusitados a partir de utensílios que temos em casa, como panelas, serrotes, canecas, moedas, taças de cristal e bombas de bicicleta.

Morador de Laranjeiras, ele conta que o palhaço excêntrico musical surgiu em 1790, quando a Ópera de Paris proibiu os artistas de rua de usarem instrumentos musicais. Eles conseguiram subverter a ordem ao criar seus próprios instrumentos.

— Não tenho um saxofone, mas toco com um pedaço de cano. Não tenho um violino, mas toco na taça. Não tenho violoncelo, mas toco na taça — afirma Riguetti, que trabalha como palhaço há 33 anos no Grupo Off-Sina e há oito anos coordena a Escola Livre de Palhaço.

O curso custa R$ 360. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 99535-3983, pelo e-mail institutoeslipa.gestor@gmail.com e pela página forms.gle/ZRrQA6TDt2rgr61G9.

Relação entre o corpo e a escrita

Já a bailarina, pesquisadora de dança e das artes do corpo Aline Bernardi oferece, a partir do próximo dia 25, o Laboratório Corpo Palavra, que vai ensinar, gratuitamente, a relação entre o corpo e a escrita.

— Nosso processo educacional é marcado por um corpo muito parado na carteira, sem poder olhar para o lado, que reduz a capacidade motora e desconecta a nossa escrita com a nossa capacidade de mover o corpo amplamente. Quando reconectamos a motricidade da escrita, podemos diminuir processos de dor por ficar horas escrevendo ou lendo — explica Aline, que também mora em Laranjeiras.

O curso é on-line e tem a duração de sete semanas. As aulas serão de segunda a sábado, das 10h ao meio-dia e das 14h às 16h, e terão acompanhamento dramatúrgico da bailarina e professora de Arte Corporal da UFRJ Lígia Tourinho. Há 35 vagas, sendo três exclusivas para mulheres, três para negros, três para indígenas, três para pessoas LGBTQIA+, três para pessoas com deficiência, cinco para estudantes de ensino médio e técnico e cinco para estudantes de graduação e pós-graduação em Artes. As inscrições estão abertas até a próxima sexta-feira e podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2XseblL.

O projeto tem patrocínio da prefeitura do Rio (via Secretaria municipal de Cultura), da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo e do Governo Federal através do Prêmio Fomento a Todas as Artes.

— A proposta é se conectar mais com o processo do que com o resultado. Abrir-se para uma convivência coletiva e estar disposto a afetar e ser afetado pelo outro — explica Aline.

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