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Cultura Digital: precisamos repensar a forma de ensinar

Marco Santos
·3 minuto de leitura

Nas minhas palestras sobre transformação digital e tecnologias exponenciais, sempre comento que a programação será uma disciplina básica nas escolas para os próximos anos, semelhante à língua portuguesa e ao inglês que fazem parte do currículo da matriz escolar de crianças e adolescentes. 2020 nos mostrou o quanto a tecnologia está ainda mais presente no nosso dia a dia, e estará ainda mais nos próximos anos.

O que eu defendo não são apenas aulas digitais, interativas ou a distância; falo em promover análise crítica dos alunos, logo nos primeiros anos escolares. O Japão, por exemplo, utiliza o Soroban, um instrumento manual de cálculo para estimular a aprendizagem de crianças a partir de 5 cinco anos de idade. Além do cálculo matemático, há outras habilidades desenvolvidas como concentração, memória, raciocínio rápido e coordenação motora. Só para se ter uma ideia da importância desse objeto, algumas vagas de empregos exigem que os candidatos tenham certificação do Soroban para entrar em uma companhia.

Você já pensou no quanto essas ações são importantes para o período que estamos vivendo? Hoje, muitos pais não têm a paciência de trabalhar essas habilidades com as crianças e as entregam um smartphone muito cedo — é o que aponta um estudo feito pelas consultorias Mobile Time e Opinion Box. O levantamento revelou que, de outubro de 2018 a setembro de 2019, 3 em cada 10 crianças entre 4 e 6 anos já possuíam smartphone.

Sou defensor do uso da tecnologia, mas acredito que, atrelado a ela, está o aprendizado, e isso certamente fará com que, no futuro, essas crianças e jovens sejam profissionais preparados para um mercado que vive em constante mudança. A lógica, além de todas as aplicações técnicas e cálculos, é uma forma em que compreendemos e organizamos nosso conhecimento.

Hoje, as “profissões do futuro” são aquelas que envolvem análise de dados como Big Data, desenvolvimento de softwares e aplicativos, e tantas outras que estão surgindo com a alta demanda de profissionais de tecnologia da informação. Muitos esquecem, porém, que, além de grandes relatórios com números e dados relevantes, é necessária a interpretação de todas essas informações.

A experiência do usuário, tão falada durante esses últimos anos, não deixa de ser um trabalho que exige lógica. Você nunca ficou chateado quando entrou em um site e ficou minutos procurando por alguma informação que poderia estar na primeira página? Ou teve dificuldade em iniciar um aplicativo que ficava travando todo o tempo, ou quando simplesmente demorou para abrir uma embalagem? Isso também é lógica!

Penso em quantos benefícios teríamos com mais aulas de tecnologia nas escolas. Com a cibersegurança, por exemplo, evitaríamos que muitas pessoas caíssem em golpes de aliciadores, não acessassem todos os links que recebem, não compartilhassem informações pessoais, fotos e mensagens com desconhecidos e promovessem o ciberbullying. Nas aulas de matemática aplicada, poderíamos falar sobre a importância da educação financeira, mas também sobre investimentos, análise econômica dos mercados, aliados à história e geografia.

Pode parecer utópico para muitas pessoas, mas vemos cada vez mais a digitalização de mercados e setores ocorrendo, e a educação, principalmente, não pode ficar para trás.

Fonte: Canaltech

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