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Mulheres são mais propensas a deixar emprego devido ao trajeto de casa ao trabalho

Foto: MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images

As mulheres são mais propensas do que os homens a aceitar um emprego mal remunerado para evitar um longo trajeto para o trabalho, o que está aumentando a disparidade salarial entre os sexos, segundo uma pesquisa divulgada por estatísticos britânicos recentemente.

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Em sua primeira análise sobre a ligação entre os tempos de deslocamento e a disparidade salarial entre os sexos, o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) descobriu que deslocamentos mais longos estão associados a salários mais altos para ambos os sexos.

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Mas as mulheres que têm um deslocamento de uma hora têm 29,1% mais chances de deixar o emprego atual do que se tivessem um deslocamento de 10 minutos, em comparação com 23,9% dos homens.

As mulheres gastam em média 20% menos tempo para chegar ao trabalho do que os homens.

Os dados da ONS mostram que a diferença de gênero nos tempos de deslocamento e os salários começam a aumentar à medida que as pessoas chegam aos 20 e poucos anos, implicando um ligação entre o trabalho e a opção em ter filhos, pois a idade média de uma mãe de primeira viagem é de 28,8 anos.

"Essas estatísticas mostram como as mulheres provavelmente estão sacrificando uma remuneração mais alta e oportunidade de crescimento na carreira, porque se dedicam aos cuidados com as crianças e com o trabalho não remunerado, como cuidar de parentes idosos e da casa", diz Amber Rudd, Ministra das Mulheres e da Igualdade da Grã-Bretanha.

"As mulheres em todo o país lutam para encontrar um equilíbrio entre ser mãe e o seu trabalho".

Dados do governo mostram que os homens na Grã-Bretanha ganharam, em média, 17,9% a mais do que as mulheres no ano passado, e agora é necessário que empresas e instituições de caridade com mais de 250 funcionários relatem suas disparidades salariais por gênero, todos os anos.

O ONS disse que entender as causas das disparidades salariais entre homens e mulheres é crucial para fornecer recomendações políticas adequadas para lidar com as diferenças que não podem mais ser explicadas por níveis educacionais ou discriminação.

"Nossos resultados indicam que a decisão de deixar o emprego é mais fortemente influenciada pelo tempo de deslocamento para as mulheres do que para os homens", afirmou o ONS em comunicado.

Cassandra Baptiste, Thomson Reuters Foundation

Reuters - UK Focus