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Cruzeiro pode ser punido por atrasar salários, mas não será. Entenda

·3 minuto de leitura
MG - Belo Horizonte - 11/08/2021 - BRASILEIRO B 2021 - CRUZEIRO X VITORIA BA Foto: Alessandra Torres/AGIF

A carta dos jogadores do Cruzeiro informando que não irão mais treinar por tempo indeterminado, em protesto aos salários atrasados, abriu mais uma crise no clube. Segundo o regulamento da Série B, o Cruzeiro pode perder pontos na competição por não honrar os vencimentos de seus funcionários. No entanto, para que isso aconteça, é preciso que antes haja um julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o que não deve acontecer. 

De acordo com o Artigo 17 do Regulamento da Série B, o clube pode perder três pontos por partida, assim que ficar comprovado que há atraso de salários por mais de 30 dias. No caso do Cruzeiro, o atraso já é de seis meses. 

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Porém, segundo o procurador-geral do STJD, Ronaldo Piancente, por questões de legitimidade e interesse processual, o órgão não pode abrir uma investigação por contra própria. Para que s dê início a um processo no STJD, os jogadores do clube ou o sindicato que os representa, neste caso, o dos Atletas de Futebol do Estado de Minas Gerais (Safemg), devem fazer uma denúncia à procuradoria do Tribunal. O que eles não farão. 

Procurada, o Safemg informou que não irá representar contra o Cruzeiro a pedido dos próprios jogadores. O advogado do sindicato, Vitor Schetino, disse que por enquanto, medidas mais duras não estão no radar dos jogadores. 

— Estamos agindo de acordo com o interesse deles (jogadores). Eles são os nossos representados e vamos fazer de acordo com o que eles querem. No momento eles não querem isso (denúncia). Eles querem somente essa paralisação de treinamentos que foi o que eles declararam, e a gente está apoiando isso. Qualquer ato do sindicato, seja através de representação no STJD ou um processo trabalhista, as consequências são muito mais graves para o clube. Os atletas também têm ciência disso, dessa responsabilidade. Então, no momento, não estamos fazendo porque não é do interesse deles. A gente está em contato diário. Qualquer mudança, qualquer nova situação, vamos fazer o que eles entenderem cabível — contou o advogado.

Os jogadores do clube se pronunciaram apenas em uma carta, postada por eles em redes sociais, onde informaram sobre a paralisação dos treinamentos e contaram que estão “aguardando o cumprimento das obrigações no prazo mais breve possível, sendo lamentável ver o sofrimento dos colaboradores que dedicam seus dias a manter essa centenária e vitoriosa instituição”. Apesar de não entrarem no mérito sobre uma possível denúncia, eles deixaram claro no documento que “não faltou e nem faltará empenho para o cumprimento dos contratos de trabalho por atletas profissionais e funcionários”. 

Nos bastidores, os que se diz é que os jogadores não farão a denúncia para não serem punidos duplamente. Sem perspectiva de melhora, o time seria punido com a perda de muitos pontos, o que fatalmente o rebaixaria para a Série C do Campeonato Brasileiro, o que os atletas não querem em seus currículos. 

A Federação Nacional dos Atletas de Futebol (Fenapaf) também foi procurada. O seu presidente, Felipe Augusto Leite, informou que a obrigação de fazer a denúncia é do Sindicato de Minas Gerais. 

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