Mercado fechado
  • BOVESPA

    122.979,96
    +42,09 (+0,03%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.789,31
    +417,33 (+0,85%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,86
    -0,63 (-0,96%)
     
  • OURO

    1.868,00
    0,00 (0,00%)
     
  • BTC-USD

    41.659,75
    -3.514,41 (-7,78%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.165,71
    -87,43 (-6,98%)
     
  • S&P500

    4.127,83
    -35,46 (-0,85%)
     
  • DOW JONES

    34.060,66
    -267,13 (-0,78%)
     
  • FTSE

    7.034,24
    +1,39 (+0,02%)
     
  • HANG SENG

    28.593,81
    +399,72 (+1,42%)
     
  • NIKKEI

    28.182,87
    -223,97 (-0,79%)
     
  • NASDAQ

    13.200,75
    -11,25 (-0,09%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4311
    +0,0010 (+0,02%)
     

Crosta continental surgiu 500 milhões de anos mais cedo do que se pensava

Wyllian Torres
·3 minuto de leitura

A importância de saber quando exatamente se formou a crosta continental se deve ao fato de que a sua formação implicou em mudanças significativas na superfície de todo o planeta. Por exemplo: a adição de minerais e nutrientes essenciais à vida nos oceanos, através da ação das intempéries. Para calcular a idade da crosta da Terra, cientistas analisam carbonato marinho, mas, além de ser uma rocha escassa, ela apresenta alterações quando possuem mais de 3 bilhões de anos. Por isso, em uma nova abordagem, pesquisadores usam a barita para estimar a idade da superfície terrestre e concluem que ela surgiu 500 milhões de anos mais cedo do que se pensava.

A crosta continental teria surgido entre 4 a 2,5 bilhões de anos atrás, durante o período Arqueano, e sua formação afetou de maneira significativa a dinâmica de todo o planeta, como no movimento das placas tectônicas, a química dos oceanos e a própria evolução da vida. Mas a nova pesquisa, apresentada durante a Assembleia Geral 2021, da União Europeia de Geociências (EGU), que ocorreu entre 19 a 30 de abril, revela que essa formação ocorreu cerca de meio bilhão de anos mais cedo.

Concpeção artística da Terra primitiva (Imagem: Reprodução/Simone Marchi/SwRI)
Concpeção artística da Terra primitiva (Imagem: Reprodução/Simone Marchi/SwRI)

Na pesquisa liderada por Desiree Roerdink, geoquímica da Universidade de Bergen, na Noruega, cientistas apresentaram uma nova abordagem no rastreamento de evidências das primeiras rochas continentais. Para isso, usam o mineral barita. A barita é formada pela combinação de sulfato, presente na água do oceano, com bário, proveniente de fontes hidrotermais. Ali dentro, existe um registro robusto da química do oceano na época de sua formação e, com isso, é possível recriar este ambiente antigo. Roerdink explica que: “em essência, [a barita] é realmente um ótimo gravador dos processos na Terra primitiva”.

Para avaliar a veracidade da informação, a equipe testou seis amostras de 3 continentes diferentes, sendo que as idades estimadas variam entre 3,2 a 3,5 bilhões de anos. Ao analisarem a proporção de isótopos de estrôncio na barita, concluíram que a rocha continental foi lançada ao oceano através das intempéries, incorporando-se à barita. Com estes dados, os pesquisadores observaram que o desgaste da amostra começou aproximadamente há 3,7 bilhões de anos, ou seja, 500 milhões de anos mais cedo do que as atuais estimativas.

Afloramento antigo de barita, encontrado na África do Sul (Imagem: Reprodução/Desiree Roerdink)
Afloramento antigo de barita, encontrado na África do Sul (Imagem: Reprodução/Desiree Roerdink)

Este é um grande período de tempo, segundo Roerdink, pois “essencialmente, tem implicações na maneira como pensamos que a vida evoluiu”. Afinal, acredita-se que a vida teria se formado no fundo dos oceanos, em ambientes com a presença de fontes hidrotermais. “Não sabemos realmente se é possível que a vida pudesse ter se desenvolvido ao mesmo tempo na Terra”, explica a geoquímica. De qualquer maneira, a terra precisaria estar lá.

Se a crosta continental surgiu mais cedo, isso indica que a atividade geodinâmica da Terra também. “Para obter terra, você precisa de processos operando para formar essa crosta continental e formar uma crosta que é quimicamente diferente da crosta oceânica”, disse Roerdink.

O artigo com mais detalhes da pesquisa pode ser acessado aqui.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: