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Crise de oferta melhora nos EUA, mas piora na Europa

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- O choque de oferta que contribuiu para elevar a inflação ao maior nível em décadas mostra sinais de alívio nos Estados Unidos, mas ainda piora na Europa.

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Esse é o resultado dos recentes dados de um novo conjunto de indicadores de abastecimento da Bloomberg Economics. O indicador dos EUA caiu em outubro, embora se mantenha em um nível historicamente elevado, um sinal de que a escassez agora é menos aguda.

Se a tendência continuar em 2022, o impacto sobre consumidores dos EUA deve começar a desaparecer. Isso poderia facilitar um pouco a tarefa do recém-renomeado presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que está sob pressão para apertar a política monetária devido ao aumento dos preços.

O alívio da crise de oferta dos EUA apoia a opinião do presidente Joe Biden, segundo o qual os gargalos estão diminuindo depois que seu governo passou a facilitar as operações nos portos da costa oeste. A popularidade de Biden caiu recentemente em meio a preocupações econômicas como a inflação: apenas 43% dos eleitores aprovam seu desempenho no cargo, de acordo com uma análise de pesquisas do FiveThirtyEight.

“Mais mercadorias estão saindo de nossos portos de maneira mais rápida e econômica, chegando à sua porta e às prateleiras das lojas”, disse Biden na terça-feira. Grandes varejistas como Walmart, Target e Home Depot “confirmaram que as prateleiras estarão bem abastecidas nas lojas na temporada de festas”, disse.

O indicador de oferta dos EUA - e índices da Bloomberg Economics comparáveis para a área do euro e Reino Unido - se baseia em vários dados, como preços de fábrica, estoques e carteira de pedidos. Indicadores positivos, como nos últimos meses, apontam restrições, enquanto os negativos - como nos primeiros meses da crise de Covid - indicam que as mercadorias são relativamente abundantes.

Na zona do euro, o indicador da Bloomberg Economics mostra que as condições ainda são complicadas. A escassez de oferta ajudou a empurrar a inflação do bloco para 4,1% em outubro, o maior nível em duas décadas.

Há um sinal de alívio para os defensores do aperto da política monetária do Banco Central Europeu: o ritmo de deterioração parece perder força.

Ainda assim, a relação pedidos/estoque em fábricas e lojas da Europa continua aumentando. E, na Alemanha, a potência econômica do continente, o número de vagas para cada pessoa que procura emprego também cresce, um déficit de mão de obra que pode começar a elevar os salários.

O quadro é bastante semelhante no Reino Unido, cujo indicador atingiu uma nova máxima em outubro.

Indicadores de preços ao produtor, níveis de estoque e condições do mercado de trabalho mostram que a escassez está cada vez pior. O impacto da rápida reabertura depois dos lockdowns, um fenômeno global, foi exacerbado por algo que é exclusivo do Reino Unido: atritos comerciais após a saída do país da União Europeia.

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