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Crise no Mississippi mostra como clima ameaça comunidades pobres

(Bloomberg) -- A crise hídrica em Jackson, no Mississippi, é a culminação de décadas de infraestrutura em ruínas, racismo sistêmico e clima extremo. É também um forte aviso de problemas que estão por vir em todo o mundo, à medida que o aquecimento global sobrecarrega serviços essenciais.

Além de elevar a temperatura média do planeta em quase 1,2 grau Celsius desde a Revolução Industrial, as mudanças climáticas tornam as precipitações mais intensas, e, portanto, mais propensas a sobrecarregar sistemas desgastados. Comunidades de baixa renda e de minorias como Jackson - que é 82% negra e onde um quarto dos residentes vive na pobreza — sofrerão mais com os impactos.

“A situação em Jackson não é nova”, disse Dominika Parry, presidente do grupo de ativismo climático 2CMississippi e economista ambiental. “É consequência de muitas e muitas décadas de desinvestimento em infraestrutura hídrica, em infraestrutura no geral.”

Depois que fortes chuvas causaram a inundação do rio Pearl, a principal estação de tratamento de água em Jackson, que tem um histórico de problemas de bombeamento, falhou. A chuva não foi recorde nem tão ruim quanto inicialmente previsto. Mas os problemas deixaram milhares de pessoas sem água potável por dias.

O prefeito Chokwe Antar Lumumba declarou estado de emergência na segunda-feira, após a falha da estação de tratamento, que sofre falta de financiamento e de pessoal. No dia seguinte, o governador do Mississippi, Tate Reeves, também declarou estado de emergência, pedindo à Guarda Nacional do estado que distribuísse água para beber e outros fins.

Na quarta-feira, o presidente Joe Biden declarou emergência federal. Os moradores de Jackson têm feito fila para pegar água, e restaurantes e outras empresas tiveram que comprar água engarrafada.

Embora a situação em Jackson seja aguda, seus problemas não são únicos. “Jackson rapidamente se tornou um símbolo de tudo o que estamos falando quando falamos sobre injustiças ambientais e climáticas”, disse Katherine Egland, que atua no conselho de administração da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor, mas “isso está acontecendo em todo o país”.

A Sociedade Americana de Engenheiros Civis deu nota C- à infraestrutura de água potável do país em seu boletim anual do ano passado, descrevendo a falta de investimento público como “assustadora”.

Os sistemas hídricos dos EUA foram construídos para um clima que não existe mais, diz Jesse M. Keenan, professor associado da Universidade de Tulane e especialista em como as mudanças climáticas afetam as cidades.

A manutenção do sistema fica mais cara a cada dia, e para a infraestrutura que já está se deteriorando, os problemas e os custos são ainda maiores. Keenan estima que a defasagem de investimentos “excede em muito” os US$ 550 bilhões da lei de infraestrutura do presidente Biden.

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©2022 Bloomberg L.P.