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Crise no Credit Suisse vê fuga de R$ 4,5 bilhões do Brasil

Credit Suisse: banco centenário se encontra em crise (FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)
Credit Suisse: banco centenário se encontra em crise (FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)
  • Ações do banco centenário voltaram a cair após notícia de prejuízo de US$ 1,58 bilhão;

  • Credit Suisse está em crise deste outubro, quando se viu sem caixa para pagar credores;

  • Acionistas parecem confiar no plano de reestruturação da instituição financeira.

Em mais uma nova etapa em sua crise, o Credit Suisse reportou saques de US$ 88 bilhões (R$ 474 bilhões) em pouco mais de um mês. Destes, cerca de R$ 4,5 bilhões foram retirados dos fundos brasileiros do Credit, voltados para investidores de alta renda. As informações são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A crise do Credit Suisse iniciou em outubro, quando a instituição se viu sem caixa para pagar seus credores. Na quarta-feira (23), a financeira voltou a chamar atenção do público ao anunciar um novo prejuízo bilionário no quatro trimestre de 2022, muito devido à rápida saída de recursos parados no banco de investimentos.

“Na gestão de riquezas, essas saídas diminuíram substancialmente em relação aos elevados níveis das duas primeiras semanas de outubro de 2022, embora ainda não tenham sido revertidas”, afirmou o banco em nota. No total, nestes últimos três meses do ano o Credit Suisse prevê um prejuízo de US$ 1,58 bilhão antes de impostos.

Com essa notícia, as ações do banco voltaram a despencar na bolsa de valores de Zurique, fechando com uma queda de 5%. Já em Wall Street, os depósitos de ações do banco obtiveram perdas acima dos 6%. Na soma, foram perdidos mais de US$ 550 milhões (R$ 2,9 bilhões) em valor de mercado.

Mas nem tudo são más notícias para o banco centenário. Segundo o presidente do conselho, Axel Lehmann, os acionistas aprovaram um aumento de capital equivalente a 4 bilhões em francos suíços (US$ 4,24 bilhões, ou R$ 22,5 bilhões). Um sinal de que os investidores confiam na estratégia de reestruturação do banco, que envolve uma série de desinvestimentos.