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Crise no MP: Lava Jato nega documentos ocultos e diz que declarações de Aras são “infundadas”

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Procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que força-tarefa em Curitiba funciona como uma “caixa de segredos” (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que força-tarefa em Curitiba funciona como uma “caixa de segredos” (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

Após as críticas do procurador-geral da República, Augusto Aras, membros da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná reagiram com uma nota de repúdio, divulgada nesta quarta-feira (29), ao que chamaram de “ataques genéricos”, “declarações infundadas” e ilações”.

A força-tarefa refutou o que chamou de “ataques genéricos e infundados às atividades de procuradores da República e as tentativas de interferir no seu trabalho independente, desenvolvido de modo coordenado em diferentes instâncias e instituições”.

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Em um debate virtual, Aras classificou que força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba funciona como uma “caixa de segredos”.

Segundo ele, o grupo tem 350 terabytes em informações, contra 40 terabytes de todo o Ministério Público Federal (MPF), e que sua gestão quer dar “transparência” a esses dados.

"Estamos falando da transparência que estamos a promover. Todo o Ministério Público Federal, em seu sistema único, tem 40 terabytes. Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas lá com seus dados depositados. Ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios, e não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos. Nenhuma instituição", disse Aras, em uma transmissão promovida pelo grupo de advogados Prerrogativas.

A força-tarefa negou a “alegação de que haveria milhares de documentos ocultos”.

“Não há na força-tarefa documentos secretos ou insindicáveis das Corregedorias. Os documentos estão registrados nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal ou do Ministério Público Federal e podem ser acessados em correições ordinárias e extraordinárias”, diz a nota.

Ao participar de um debate virtual, na terça-feira, promovido por um grupo de advogados, Aras ainda declarou que é hora de “corrigir rumos” para que o “lavajatismo” passe e seja substituído no Ministério Público por outro modelo de enfrentamento à criminalidade.

No entanto, o procurador-geral da República afirmou que a “correção de rumos não significa redução do empenho no combate à corrupção”.

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