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Crise do gás na Europa provoca US$ 1,5 tri em chamadas de margem

(Bloomberg) -- O mercado de energia europeu enfrenta US$ 1,5 trilhão em chamadas de margem que pressionam governos a fornecer mais reservas de liquidez, de acordo com a gigante do petróleo norueguês Equinor.

Além de aumentar a inflação, a maior crise de energia em décadas suga capital para garantir negociações no mercado em meio a fortes oscilações de preços. Isso significa que as autoridades da União Europeia podem precisar intervir. A Finlândia alertou para um momento “Lehman Brothers”, com as concessionária de energia enfrentando um escassez repentina de dinheiro.

“O suporte de liquidez será necessário”, disse Helge Haugane, vice-presidente sênior de gás e eletricidade da Equinor, em entrevista. A questão está centrada no comércio de derivativos, disse, acrescentando que a estimativa da empresa de US$ 1,5 trilhão é “conservadora”.

Para muitas empresas fica cada vez mais difícil gerenciar chamadas de margem, uma exigência das bolsas para garantir posições quando os preços disparam. Isso força as concessionárias a buscarem linhas de crédito de bilhões de euros em um momento em que os custos de financiamento sobem.

A Alemanha disponibilizou 7 bilhões de euros em empréstimos a empresas com problemas de liquidez decorrentes do impacto dos cortes de gás russo no mercado de energia.

A gigante de energia alemã Uniper na semana passada buscava mais 4 bilhões de euros de financiamento, depois de usar todos os 9 bilhões de euros de uma linha de crédito de que dispunha. A Áustria estendeu um crédito de 2 bilhões de euros para cobrir as posições da concessionária de energia municipal de Viena.

Finlândia e Suécia anunciaram um mecanismo de liquidez de emergência de US$ 33 bilhões no domingo para apoiar as concessionárias por meio de empréstimos e garantias de crédito.

Um plano de intervenção da UE seria “sensato”, disse Haugane. Entre as intervenções de emergência discutidas pela UE estão tetos de preços para os mercados de eletricidade e gás.

Para a Equinor, limitar preços de eletricidade pode fazer sentido, porque os mercados são mais localizados. Mas no caso do gás seria difícil dada a natureza global da commodity.

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©2022 Bloomberg L.P.