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Crise energética força americanos a apostar em preços de mercado

(Bloomberg) -- Milhões de americanos são forçados a apostar nos preços de eletricidade e gás natural em um momento em que até mesmo profissionais experientes não têm certeza do rumo desses mercados altamente voláteis.

Para Floyd Stanley, um comerciante de software aposentado de 66 anos em Dallas, monitorar as tarifas de eletricidade parece um trabalho em tempo integral. Ele acompanha os preços em uma planilha, e descobriu que eles podem oscilar em até 10%, dependendo da hora do dia.

“Estamos tendo que apostar no mercado por um a três anos, e essa não é uma decisão confortável”, disse Stanley, cujo estado natal do Texas tem um mercado de eletricidade desregulamentado, que permite que os clientes escolham sua concessionária e o tipo de contrato.

Stanley recentemente assinou um plano de três anos com uma empresa de energia diferente para tentar limitar seus custos, que subiram 145% em julho em relação ao ano anterior. Ele ainda está de olho nos mercados, porque quer conseguir o melhor plano para seu sogro de 100 anos em outubro.

Com o preço do gás, eletricidade e óleo de aquecimento em alta, as contas mensais de serviços públicos atingiram recordes. O aumento não poupa ninguém, mas para muitos americanos que vivem em estados com concorrência entre concessionárias e planos, há a ansiedade adicional de ter que descobrir se os custos de energia continuarão subindo, quanto subirão e até quando.

Isso porque, nesses estados, os consumidores têm a opção de optar por uma taxa variável de energia elétrica, óleo ou gás natural – geralmente a opção mais cara – ou fixar uma taxa fixa que vem com um prazo de seis meses a até cinco anos.

Essas decisões antes banais ficaram muito mais estressantes e sérias este ano. Apostas erradas podem custar centenas de dólares ou mais.

“Dá muito medo. Eu também não sei escolher”, disse Alison Silverstein, consultora de energia e ex-assessora do presidente da agência reguladora de eletricidade do Texas, em uma teleconferência sobre os efeitos dos custos de energia sobre os texanos de baixa renda.

Embora os europeus enfrentem uma crise de energia bem mais profunda que os americanos, os custos crescentes da eletricidade no país também impactam os orçamentos já sobrecarregados pela inflação alta. Cerca de 20 milhões de lares nos EUA – mais ou menos um em cada seis – estão atrasados em suas contas de serviços públicos, a pior situação já registrada pela Associação Nacional de Diretores de Assistência Energética. Muitos enfrentam desligamentos.

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