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Crise de coronavírus pode ser favorável para compra de ações, diz JPMorgan

Juliano Passaro
Crise de coronavírus pode ser favorável para compra de ações, diz JPMorgan

Por conta do coronavírus, que surgiu na China e está se propagando rapidamente, as ações globais de várias empresas, de setores variados, têm caído. A instituição JPMorgan Chase, entretanto, vê isso como uma oportunidade para a compra de ações.

De acordo com os especialistas do JPMorgan, quando situações como essa aconteceram no passado, as ações que caíram voltaram a se recuperar logo depois.

“Temores sobre saúde, semelhantes às campanhas de guerra localizadas, bem como incidentes terroristas, foram historicamente oportunidades de compra, e não razões para vendas sustentadas”, disseram os especialistas do JPMorgan: Mislav Matejka, Prabhav Bhadani e Nitya Saldanha.

As empresas dos setores de mineração e turismo foram as mais impactadas até o momento, por conta da queda dos preços dos metais e a decisão da China de suspender as vendas de pacotes turísticos para diminuir a força de propagação do vírus.

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Segundo os especialistas do JPMorgan, em 2003 e em 2009, dois anos que tiveram surtos de doenças que deixaram o mundo inteiro em alerta, a reação do mercado acionário a essas pandemias não acarretaram em períodos prolongados de venda de ações. O que acabou acontecendo foi uma oportunidade para compras em questão “de semanas”.

Coronavírus influencia queda de índices de bolsas internacionais

Os índices de ações das Bolsas de Valores dos Estados Unidos abriram em queda, nesta segunda-feira (27), por conta das preocupações com o surto do coronavírus na China. Pacientes nos EUA, Austrália e França aumentaram as preocupações crescentes sobre a contenção do vírus e o impacto econômico que isso pode trazer ao país.

O Dow Jones Industrial Average registrou queda de 427 pontos, ou 1,47%. O S&P 500 caiu 52 pontos, ou 1,57%, e o Nasdaq Composite teve queda de 197 pontos, ou 2,11%.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA emitiu uma nota pedindo para que os passageiros evitem viagens que não necessárias com destino a Hubei, na China. O local é um dos que mais possui pessoas infectadas pelo coronavírus.