Mercado abrirá em 7 h 45 min
  • BOVESPA

    114.647,99
    +1.462,52 (+1,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.798,38
    +658,14 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,66
    +1,35 (+1,66%)
     
  • OURO

    1.768,10
    -29,80 (-1,66%)
     
  • BTC-USD

    62.029,83
    +861,86 (+1,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.464,06
    +57,32 (+4,07%)
     
  • S&P500

    4.471,37
    +33,11 (+0,75%)
     
  • DOW JONES

    35.294,76
    +382,20 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.234,03
    +26,32 (+0,37%)
     
  • HANG SENG

    25.330,96
    +368,37 (+1,48%)
     
  • NIKKEI

    29.068,63
    +517,70 (+1,81%)
     
  • NASDAQ

    15.144,25
    +107,00 (+0,71%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3297
    -0,0741 (-1,16%)
     

Crise com a França é um golpe à aliança de Biden para conter poder da China

·3 minuto de leitura

Por Humeyra Pamuk e David Brunnstrom

WASHINGTON (Reuters) - As capitais europeias comemoraram a visita do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em junho deste ano, com o principal diplomata do presidente Joe Biden contando piadas em francês em Paris, posando para selfies com jovens franceses e falando longamente sobre como revitalizar a relação transatlântica.

Foi uma lufada de ar fresco depois de quatro anos da administração "América em primeiro lugar" do ex-presidente Donald Trump, durante a qual os laços dos EUA com a Europa balançaram de uma crise a outra em meio a decisões políticas que muitas vezes surpreenderam os países europeus.

Porém, menos de três meses após a viagem de Blinken, Washington se encontra em uma crise diplomática sem precedentes com a França por causa de um acordo trilateral, que também inclui a Grã-Bretanha, para fornecer à Austrália submarinos nucleares e que acabou por derrubar um contrato de 40 bilhões de dólares em equipamentos de construção francesa.

A França reagiu com fúria, dizendo que o novo acordo foi feito sem seu conhecimento e recorrendo a uma linguagem quase inédita em pronunciamentos públicos entre aliados, chamando-o de "brutal" e de "uma facada nas costas".

Na sexta-feira, o país foi além e chamou de volta seus embaixadores em Washington e na Austrália, acusando o governo Biden de agir como Trump ao colocar Paris de lado.

Analistas dizem que a crise é mais do que comercial e de confiança, e mesmo que as autoridades americanas esperem que ela passe rapidamente, tem o potencial de causar danos duradouros à aliança com a França e a Europa e coloca em dúvida a frente única que Washington vem tentando forjar contra o poder cada vez maior da China.

Diplomatas franceses disseram que souberam do acordo apenas quando a notícia vazou na mídia australiana, horas antes do anúncio oficial na quarta-feira, embora o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, tenha insistido que deixou claro para o presidente francês Emmanuel Macron em junho que poderia cancelar o acordo com a França.

De qualquer forma, da perspectiva francesa, o movimento dos EUA vai contra o que o governo Biden prometeu desde o fim da era Trump: um retorno ao multilateralismo e a uma cooperação estreita com parceiros e aliados, sendo a Europa um elemento importante disso.

"Isso faz os europeus perceberem que talvez algumas das políticas de Trump, além dos escândalos e tuítes, não foram uma aberração, mas sinalizaram um afastamento maior deles com relação à Europa", disse Benjamin Haddad, diretor no centro de pesquisa do Conselho Atlântico.

"Em um momento em que o governo Biden quer reunir os europeus em uma frente transatlântica comum para resistir à assertividade chinesa, por que não trazer o ator-chave da União Europeu na região?"

Alguns veem como mais uma das políticas desajeitadas do governo Biden após o fim caótico da intervenção americana de duas décadas no Afeganistão, sobre a qual as nações europeias reclamaram de não terem sido devidamente consultadas.

"Assim como ocorreu no Afeganistão, esta nova obra 'América em primeiro lugar' é mal concebida e ainda mais mal executada", disse um diplomata francês.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos