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Crise ambiental é grave e afeta mercados abertos a duras penas, diz Hartung

Stella Fontes
·3 minutos de leitura

Ex-governador e atual presidente-executivo da Ibá diz que acesso ao crédito internacional também sofre efeitos A crise ambiental que o Brasil atravessa é grave e afeta mercados abertos pelo país “a duras penas” nos últimos anos, assim como o acesso ao crédito internacional, na avaliação do presidente-executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Paulo Hartung. “Estamos atravessando a crise [desencadeada pela covid-19] com muita descoordenação, infelizmente, e deixamos que outra fosse produzida, a crise ambiental. É um assunto ao qual precisamos dar atenção”, afirmou o ex-governador do Espírito Santo, durante apresentação no 53º Congresso Internacional da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP). Leo Pinheiro/Valor A indústria brasileira de base florestal, que inclui os produtores de celulose e papel, mobilizou até agora R$ 150 milhões para auxiliar no tratamento e combate à covid-19 no país, de acordo com Hartung. “O setor foi pioneiro num movimento muito rico de solidariedade”, afirmou. Conforme Hartung, o Brasil deve sair da crise mais digitalizado e mais endividado, com desemprego bastante elevado e recuo de cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo as previsões atuais. E, diante de uma crise dessa magnitude, o papel da liderança é cuidar da emergência - salvando vidas e empregos —, mas também de olhar para o futuro e o que deve ser feito, diz. Nesse sentido, comentou Hartung, algumas tarefas parecem óbvias, entre as quais ancorar o elevado endividamento pós-crise, superior a 95% do PIB, via “PEC Emergencial” que tramita no Congresso Nacional, e implementar a reforma administrativa. “A PEC Emergencial reintroduz a ideia de que o setor público também pode reduzir jornadas e salários e esse é um dos instrumentos para que se mantenha a percepção de solvência das contas públicas”, explicou. Outra providência, acrescentou, está relacionada à reforma administrativa, que “precisa” ser encaminhada” e é positivo que o governo federal já tenha possibilitado o início de tramitação, ao enviar a sua proposta. “Mas ainda é tímida. Ela precisa ser complementada por debate na sociedade e no Congresso. Não podemos nos dar ao luxo de fazer uma reforma apenas para os futuros concursados”, comentou, acrescentando que o tratamento a servidores atuais e futuros poderia ser diferente. “Alguns conceitos precisam ser implantados para os servidores atuais, como por exemplo fazer uma avaliação de desempenho e suspender definitivamente a promoção automática, o que vai injetar produtividade no setor público brasileiro”, disse. Na avaliação de Hartung, o governo também deveria reorganizar os programas de transferência de renda sem “furar o teto [de gastos]”. “É preciso unificar os programas sociais e buscar dinheiro no próprio orçamento”, afirmou. Ibá e ABTCP Ibá e ABTCP, duas das mais importantes entidades de representação do setor no país, passarão a dividir o mesmo espaço físico, ampliando a colaboração, disse Hartung. Conforme o executivo, as entidades estão na iminência de passar a compartilhar as instalações. “Vamos ter o aproveitamento de sinergias, o que dará racionalidade ao trabalho, e a aproximação será ampliada do ponto de vista do debate com o setor e com a sociedade brasileira”, disse.