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Crise ainda afeta muito os negócios para 60% das pequenas indústrias, diz pesquisa

FERNANDA BRIGATTI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os nove meses sob a pandemia do coronavírus em 2020 deixaram estragos na situação das micro e pequenas indústrias de São Paulo. Para 60% dos empresários, a crise ainda é forte, afeta muito os negócios e não há previsão de uma recuperação sólida. A constatação aparece em pesquisa Datafolha feita para o Simpi (Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias de São Paulo) na primeira quinzena de dezembro. Questões que marcaram a indústria brasileira no último ano, como o desabastecimento de insumos, ainda persistem. "Vejo o ano com preocupação. De setembro para cá, começamos a ver forte alta em preços, mais indústrias sofrendo com falta de matéria-prima e atraso na entrega", afirma Joseph Couri, presidente do sindicato. Na primeira quinzena de dezembro, 93% das micro e pequenas indústrias estavam pagando mais por insumos. Em setembro, eram 84%. Entre os que relataram falta de materiais, o percentual passou de 54% há pouco mais de três meses, para 78% no fim do ano passado. Os atrasos nas entregas afetavam 73% das micro e pequenas indústrias em São Paulo -51% tinham essa queixa em setembro. Couri diz que dificuldades no acesso a linhas de crédito também contribuíram para a interrupção das cadeias produtivas, uma vez que muitas empresas precisaram fechar as portas a partir do início da pandemia. Além disso, as demissões de trabalhadores e medidas como redução de jornada e salário e suspensão do contrato de trabalho derrubaram o poder aquisitivo dos consumidores e afetaram a demanda. Quando o consumo foi retomado, muitos dos elos da cadeia estavam desmobilizados. "Vemos que o desabastecimento vem ocorrendo no resto do mundo. A diferença é que outros países conseguem priorizar suprimentos no mercado interno. Aqui, infelizmente, estamos tendo problema de crédito e o reflexo disso na produção", afirma o presidente do Simpi. Segundo o Datafolha, 77% das empresas disseram não ter acesso à crédito durante a crise. Esse percentual já foi maior -em abril, 91% não conseguiram dinheiro emprestado. No fim de 2020, 61% das micro e pequenas indústrias afirmaram ter exatamente o capital de giro necessário para manter o negócio, o melhor resultado desde junho. Essa melhora na situação do caixa pode também ter elevado a percepção de que o ano que acaba de começar seja melhor do que o anterior. Quase metade dos empresários -48% deles- está com expectativas positivas para os negócios em 2021. Somente 8% disseram estar pessimistas. O ânimo é maior entre as pequenas e no interior do estado -52% acham que 2021 será ótimo ou bom. Na região metropolitana de São Paulo, 44% dos empresários estão otimistas com os negócios. A defasagem no capital de giro também diminuiu no fim de 2020, com menos empresários com dificuldades. Em junho, 62% dos micro e pequenos industriais estavam com caixa insuficiente. Em dezembro, eram 32% em dezembro. "Tomara que o otimismo se concretize, mas não vejo dado econômico que permita construir esse cenário", diz Joseph Couri, presidente do Simpi. Em dezembro, 51% das empresas ouvidas pelo Datafolha estavam funcionando normalmente, e 20% tinham uma parte das atividades paradas. Praticamente o mesmo percentual (21%) informou que estava funcionando, mas com a maior parte das atividades paradas. A pesquisa Datafolha identificou uma queda no número de pequenas e micro indústrias correndo o risco de falência ou recuperação judicial. Entre as micro, 17% diziam, em junho, que o negócio poderia falir. Em dezembro, eram 7%. Nas pequenas indústrias, o percentual saiu de 10% para 5% no mês passado. Também em junho, 16% das micro indústrias viam chances de iniciar uma recuperação judicial. Ao fim de 2020, somente 3% consideram essa possibilidade. Entre as pequenas, a recuperação judicial era um risco em 10% e caiu a 6% em dezembro do ano passado.