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Criptomoedas são cada vez mais utilizadas para pagamentos de salários

Uma pesquisa mostra que na América Latina o interesse dos trabalhadores em receber seus salários em criptomoedas tem crescido. A facilidade nas operações envolvendo os criptoativos possivelmente é um dos motivos que faz esses colaboradores abandonarem a forma de pagamento tradicional. Mas há outra razão que também pode estar influenciando na escolha dos funcionários: a alta inflação que tem afligido a economia e o bolso da população da região.

A empresa Deel, especializada em prestação de serviços de contratação e pagamentos de mão de obra em mais de 150 países, realizou o levantamento com mais de 100 mil trabalhadores. O resultado foi que no segundo semestre de 2021 e os seis primeiros meses de 2022 houve um crescimento de 2% para 5% entre todos os pagamentos de trabalhadores remotos por meio de criptomoedas. E mais de 2/3 foram efetuados na América Latina.

As criptomoedas oferecem diversas facilidades, as transações não precisam de intermediários e podem ser facilmente substituir empresas de remessas nas transações internacionais. Isso tende a favorecer o uso desses tipos de ativos nas transações financeiras feitas em todo o mundo.

Trabalhadores de países que sofrem com a alta inflação, instabilidade econômica e controle cambial, são mais propensos a receber seus salários em criptomoedas. O Bitcoin é a cripto mais escolhida pelas empresas.(Imagem:Reprodução/envato/jirkaejc)
Trabalhadores de países que sofrem com a alta inflação, instabilidade econômica e controle cambial, são mais propensos a receber seus salários em criptomoedas. O Bitcoin é a cripto mais escolhida pelas empresas.(Imagem:Reprodução/envato/jirkaejc)

Como as criptomoedas facilitam transações diretas sem a necessidade de um terceiro, elas removem cobranças custosas das transações internacionais, além de ser uma maneira de se proteger da inflação. Isso favorece tanto a empresa que economiza nos pagamentos transfronteiriços; e o trabalhador que não ver a moeda local sendo corroída pela desvalorização.

A inflação tem atingido forte os países em todo o mundo, e na América Latina ela tem sido potencialmente mais forte. Enquanto os Estados Unidos registram uma inflação de 6,8% nos últimos 12 meses, Argentina tem 58% e Venezuela tem incríveis 222% de redução do poder de compra.

Nesse sentido, o medo e a incerteza econômica em países como a Argentina, Venezuela e até mesmo o Brasil torna as criptomoedas uma escolha popular entre os trabalhadores dessa região.

A Deel, que atende em sua maioria trabalhadores jovens de tecnologia e finanças, sendo a maioria deles com idade abaixo de 35 anos, revelou que a maioria dos contratantes que pagam seus funcionários em criptomoedas são de empresas da Europa, África e Oriente Médio, sendo o Bitcoin a mais utilizada no pagamento da maioria dos salários entre seus empregados em todo o mundo.

Silmara Monteiro Bernardo sócia da área trabalhista do Viseu Advogados, comentou sobre a nova tendência, para ela, “o pagamento por meio de criptoativos é uma realidade que vem se ampliando. Inicialmente muito nichado em empresas de tecnologia, sua utilização está avançando em outros segmentos do mercado”. Segundo ela, o crescimento do trabalho remoto, deve impulsionar ainda mais essa nova modalidade.

Ela também comentou sobre o Projeto de Lei 3.908/2021 que tramita na Câmara dos Deputados e altera as regras da CLT e permite pagamento de até 30% do salário em criptomoedas. O PL estabelece que parte da remuneração do trabalhador possa, de forma opcional, ser pago por criptomoedas.

Fonte: Canaltech

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