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Criptomoedas já são mais reais do que críticos querem acreditar

·4 minuto de leitura

Receios em torno do desconhecido

A colocação não chegou a ser uma surpresa, haja vista seu comentário sobre o mercado em 2018, já classificando o Bitcoin (BTC) como um “veneno de rato”. Mas reforça um posicionamento de aversão por parte de muitos investidores tradicionais.

E Buffett definitivamente não está sozinho. Charlie Munger (seu sócio), Carl Icahn e até mesmo o brasileiro Luiz Barsi estão entre os grandes nomes que mantêm um pé atrás com as criptomoedas.

Mais recentemente, em 30 de agosto, foi a vez de John Paulson – que ganhou notoriedade ao investir contra o mercado imobiliário dos Estados Unidos em 2008 – falar que as criptomoedas são “um suprimento limitado de nada”: “Criptomoedas, independentemente de como são negociadas atualmente, eventualmente se revelarão inúteis. Uma vez que a exuberância se for ou a liquidez secar, elas chegarão a zero”.

Nota-se um padrão. Há de se considerar, obviamente, pontos de vistas que, desde minimamente embasados, venham de qualquer boca.

Entretanto, por maior que seja o patrimônio e o legado de Buffett, por exemplo, vale ressaltar que se trata “de um cara de 89 anos que mal começou a usar um smartphone”, como o próprio classificou a relação com seu iPhone 11 obtido em 2020. Até então, usava um Samsung SCH-U320, celular flip de U$ 20.

Que fique bem claro que a opção pela simplicidade no uso do telefone não diminui em nada a figura em questão. Pelo contrário, pode até impressionar positivamente frente aos seus feitos. Mas fato é que denota o claro distanciamento dele, de investidores de perfil similar e até mesmo da população em geral, para as moedas virtuais.

Do estouro da Bitcoin às complexidades em “produção” e desenvolvimento mais recentes, a ascensão do mercado de criptos ainda é distante e nebulosa até mesmo para players atualizados.

Quem dirá, então, para a considerável parcela da sociedade que não investe e que, de repente, ouve falar de uma moeda feita em computador (outro contexto distante para muitos), sem impacto social direto, mas, ainda assim, caríssima.

Se as aspas destacadas vêm para alimentar o senso comum que surge em torno do mercado desconhecido, logo, informação e contextualização aparecem como os caminhos à serem seguidos para esclarecer o caso.

Mas enquanto as criptomoedas não vão às ruas, os investidores mais céticos ou curiosos podem contar com uma ferramenta conhecida do ramo para entenderem cada vez melhor o potencial do meio.

Análise fundamentalista como “humanização” das criptomoedas

A análise fundamentalista é uma das bases do investimento mais tradicional. De maneira mais simples, trata-se da tentativa de determinar o valor de um título observando fatores da realidade, histórico da empresa e afins, que reflitam, de alguma forma os valores de mercado.

Mas a análise fundamentalista não é só. Entre outros aspectos mais técnicos, há a ligação com a raiz do termo que, mais ainda no caso das criptomoedas, destaca a importância de entender o que fundamenta o ativo.

Seria, exemplificando, ponderar sobre a origem conceitual por trás desse mundo. A descentralização, o dinamismo, seus funcionamentos e objetivos, compreendendo tanto o peso desse contexto como um todo, quanto justamente as variedades que não param de aparecer.

De pilares como Bitcoin e Etherium (ETH) à altcoins solidificadas, já se constroem bases seguras para melhor compreensão do mercado. Conceitos como usabilidade e adoção prática na economia, acompanhamento de desenvolvimento dos projetos, visibilidade midiática e até mesmo posicionamentos governamentais já são aspectos palpáveis mesmo em meio à moedas virtuais.

Um forte e atual exemplo seria a Ada Cardano (ADA), uma das sensações do mercado em 2021, terceira colocada em capitalização de mercado. Relativamente recente aos olhos da maioria dos investidores, Ada se destaca por diversos fatores dentro de seus processos, cruzando até mesmo as fronteiras do nicho cibernético.

Seu processo de P.O.S. (Proof of Stake – Ouroboros) se destaca não somente pela segurança, como também por usar muito menos energia frente à maioria de seus pares. Isso a torna mais barata (considerando o peso dos custos energéticos geralmente envolvidos) e, consequentemente, muito mais ecológica.

Além disso, ganhou manchetes recentes com a ponderação de seu criador, Charles Hoskinson, frente ao papel das criptomoedas na atual situação do Afeganistão, pós tomada de poder do Talibã, como ferramenta de transações em meio ao complicado contexto.

Por essas e outras questões, vimos a Cardano explodir em 1700% só nesse ano, com perspectivas de crescimento ainda maiores (aliás, vale o reforço para marcar o dia 12 de setembro na agenda, com o lançamento de seus contratos inteligentes).

Mas este é só mais um dos muitos outros possíveis exemplos que tendem a validar cada vez mais a aplicabilidade das moedas, deixando claro que existe, sim, peso e direção à serem consideradas no ativo para justificar os bilhões de dólares movimentados diariamente.

Pouco a pouco, o mundo off-chain vai se aproximando das correntes de algoritmos, encontrando nas transações P2P e demais características do meio, alternativas para um futuro que pode estar mais próximo do que parece.

This article was originally posted on FX Empire

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