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Criptomoeda desafia firmas de assessoria financeira robotizada

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- À primeira vista, parecia a combinação perfeita. O interesse em criptomoedas aumentou entre os jovens e entendedores de tecnologia — o mesmo grupo demográfico cobiçado pelas firmas de assessoria financeira que trabalham com inteligência artificial.

Mas enquanto o setor financeiro finalmente abraça as criptomoedas, os modelos de carteira recomendada não incluem Bitcoin ou Ether. O dilema para o setor é que a certificação como consultor de investimentos é a pedra fundamental da aceitação pelo público em geral e representa a obrigação jurídica de agir da melhor forma para o cliente.

Já a assessoria feita por robôs está cada vez mais popular. Segundo a Schwab, o total de ativos sob gestão automatizada chegará a US$ 460 bilhões no ano que vem. Mas essas escolhas automatizadas estão passando por um crivo mais severo. Embora as taxas de retorno passado das criptomoedas sejam tentadoras para qualquer investidor, a volatilidade extrema e o histórico relativamente curto sinalizam risco substancial.

“Quando as criptomoedas são inseridas nos modelos padronizados de alocação de ativos, é preciso que o retorno esperado seja muito elevado para justificar qualquer participação na carteira por causa do risco”, disse Jim Angel, professor da Universidade de Georgetown. É “altamente discutível” se as criptomoedas devem sequer entrar na carteira de um investidor, acrescentou.

Do outro lado está a oportunidade. Diversos estudos mostram que os millennials — geração que está começando a ganhar dinheiro para investir, mas muitas vezes rejeita o custo da assessoria tradicional — são mais propensos a acreditar que as criptomoedas representam uma classe de ativos legítima. Muitos já estão comprando Bitcoin. O típico investidor em criptomoeda é um homem americano de 38 anos com renda familiar anual de US$ 110.000, de acordo com uma pesquisa da Gemini.

“A magnitude da popularidade das criptomoedas faz delas uma alternativa para diferenciar as plataformas”, disse David Goldstone, gerente de pesquisa e análise da Backend Benchmarking. “A intenção é conquistar os jovens e crescer com eles conforme a complexidade de sua situação financeira aumenta”, disse ele, se referindo aos clientes de assessoria financeira.

Até agora, nenhuma das grandes instituições financeiras inclui criptomoedas em suas carteiras modelo ou automatizadas, embora algumas — como a Canada Wealthsimple — permitam a negociação de moedas virtuais de modo paralelo. Mas fora as gigantes, as demais participantes do mercado estão avaliando carinhosamente a possibilidade.

A WealthFront, com sede na Califórnia e aproximadamente US$ 16 bilhões em ativos administrados de forma discricionária, segundo estimativa da Backend Benchmarking, está nos estágios iniciais de estudo de um produto para criptomoedas que deve incluir a opção de investir em Bitcoin e Ether, disse a porta-voz Elly Stolnitz, acrescentando que é prematuro divulgar detalhes ou um cronograma.

No momento, os clientes da WealthFront são questionados sobre sua tolerância a risco e suas carteiras são montadas com base nessas respostas. Quem faz alterações no mix de investimentos recomendado é informado sobre o impacto na pontuação de risco e as implicações para seus objetivos financeiros.

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©2021 Bloomberg L.P.

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