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Cripto e esportes: um casamento que vai dar certo?

·2 minuto de leitura
O site Crypto.com é o maior patrocinador da Série A italiana e parceira da Fórmula 1. A FTX investiu mais de US$ 360 milhões (R$ 1,8 bilhão) no basquete, beisebol e esports. (REUTERS/Dado Ruvic/Illustration)
  • Criptomoedas estão ajudando os times esportivos a aumentarem seu capital

  • Atlético-MG e Corinthians são clubes brasileiros que fazem parte da plataforma

  • Plataformas de criptomoedas estão investindo em patrocínios esportivos

A pandemia da COVID-19 trouxe um grande problema para as equipes esportivas: a falta de dinheiro. E depois de 2020, uma indústria tem isso sem falta: a de criptomoedas. As moedas digitais continuam subindo de valor e estão expandindo sua base. Com esse avanço, as empresas resolveram investir milhões de dólares em patrocínios esportivos. E isso pode funcionar para atrais ainda mais usuários.

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O site Crypto.com é o maior patrocinador da Série A italiana e parceira da Fórmula 1. A FTX investiu mais de US$ 360 milhões (R$ 1,8 bilhão) no basquete, beisebol e esports. A casa do Miami Heat teve os naming rights comprados pela companhia de cripto e passa a chamar FTX Arena. A tendência é preocupante. Cerca de 40% dos patrocinadores de camisas na Premier League do futebol inglês são empresas de jogos de azar, contra apenas 10% em 2008. À medida que os gastos com marketing aumentaram, também aumentaram as receitas de jogos de azar: na década anterior à pandemia, os gastos britânicos em apostas quase dobraram, para US$ 6,4 bilhões (R$ 33,3 bilhões) por ano.

Também existe uma forte correlação entre o apetite por jogos de azar e o investimento em criptomoedas. Uma pesquisa feita pela GamCare, uma instituição de caridade para o tratamento de jogos de azar, descobriu que 50% dos jogadores regulares participaram de transações criptográficas, em comparação com apenas 3% da população em geral.

A novidade é a forma como os times estão oferecendo incentivos para que seus fãs se juntem à mania, uma prática mais bem ilustrada pelo aumento dos chamados tokens de torcedor. Essas criptomoedas são apresentadas por seus criadores como uma forma de os clubes aumentarem o envolvimento digital com os fãs. Na prática, isso significa que os detentores de tokens têm acesso a conteúdo exclusivo, como votar em qual música tocar no estádio durante o aquecimento dos jogadores ou qual frase motivacional colocar na parede do vestiário.

O líder de mercado é o Socios.com, que vende tokens para mais de 50 times e esportes diferentes, desde o futebol FC Barcelona (Atlético-MG e Corinthians também estão inclusos) até o basquete Chicago Bulls e o UFC. O valor desses tokens flutua com a demanda e cada token confere um voto nas pesquisas frequentes. Os alvos são torcedores fora dos mercados domésticos que seguem diversos esportes e clubes - por exemplo, um torcedor japonês ou brasileiro que torce pelo Arsenal na Premier League, o Paris Saint-Germain na Ligue 1, o basquete Chicago Bulls e o automobilismo Aston Martin na F1.

Aqui está algum desespero em jogo por parte das equipes. O mercado europeu de futebol (receita total nas cinco primeiras ligas) caiu 13% na temporada 2019-20 por causa da pandemia, de acordo com a Deloitte. Os £150 milhões de libras que o Daily Telegraph informou que as equipes da região ganharam este ano com o Socios compensam parte disso.

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