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Criminosos revelam como conseguem desbloquear diversos modelos de celulares

·3 minuto de leitura

Denunciado na metade de junho pela Folha de S. Paulo, o golpe conhecido como limpa-conta tem assustado a população da capital paulista por sua aparente facilidade em quebrar a proteção de qualquer tipo de celular. No entanto, a resposta para a maneira como os criminosos agem pode estar em outro caso, envolvendo uma quadrilha presa pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em novembro de 2020.

Conforme revela uma reportagem publicada pelo veículo nesta quarta-feira (7), os presos anteriormente também garantiam serem capazes de desbloquear iPhones, do 5 ao 11. Os dispositivos da Apple são conhecidos pelas soluções de segurança, incluindo questões de biometria que deveriam impedir a ação de criminosos. E a prática com um dispositivo com alto nível de defesa, que teoricamente já poderia abranger outros produtos considerados menos seguros, seria uma "escola" para aplicar técnicas semelhantes em outros smartphones — o que, em outras palavras, é possível afirmar que bandidos experientes possam invadir qualquer modelo de todas as marcas do mercado, segundo os próprios transgressores.

Embora os golpistas realmente conseguissem acesso aos aparelhos da fabricante, eles faziam isso sem quebrar nenhuma das proteções da Maçã. Conforme revelou o delegado Fabiano Barbeiro à Folha de S. Paulo, a técnica usada era simples e envolvia retirar o chip do aparelho furtado e colocá-lo em outro, já desbloqueado.

Na sequência, os criminosos passavam a fazer pesquisas em redes sociais como Facebook e Instagram para descobrir qual estava vinculada à linha. Os criminosos também procuravam o endereço de e-mail usado pela vítima para acessar backups armazenados na nuvem — a partir dos dados obtidos, eles faziam pesquisas com palavras-chave como senha, o que muitas vezes garantia acesso aos aparelhos bloqueados e às contas bancárias associadas a eles.

Informações geradas pelas vítimas permitem o desbloqueio

Assim que as informações eram obtidas, o chip retornava ao aparelho roubado e as informações obtidas eram repassadas aos membros da quadrilha responsáveis por limpar as contas bancárias. Em outras palavras, as próprias vítimas forneciam por acidente os dados sigilosas dos quais o grupo precisava para prejudicá-las.

Imagem: Divulgação/Elements/AnnaStills
Imagem: Divulgação/Elements/AnnaStills

O suspeito que forneceu as informações se identifica como um técnico de informática de 22 anos de idade, que diz ter aprendido a acessar celulares na região central de São Paulo. Ele afirma que ao menos três pessoas oferecem aulas sobre o assunto a criminosos interessados, e que há na região um grupo de nigerianos que possuem diversos aparelhos receptados e fornecem softwares especializados em desbloqueá-los.

Ainda não está claro se o método descrito é o mesmo usado no golpe do limpa-conta, que tem favorecido o furto de aparelhos já desbloqueados por seus usuários. Para evitar que os mecanismos de segurança sejam ativados, os criminosos envolvidos ligam o aplicativo de câmera, também ativando o modo avião para evitar o rastreamento dos dispositivos.

O caso está sendo investigado por autoridades policiais e desperta a preocupação do Procon-SP, que pressiona bancos e empresas de tecnologia para oferecer ferramentas de segurança. O órgão de proteção aos consumidores divulgou recentemente um vídeo em que ensina como apagar os dados de aparelhos furtados, medida que pode ajudar a proteger vítimas de maiores transtornos se for feito em questão de pouco tempo.

Fonte: Canaltech

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