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Criminoso usa blazer para furtar celular no Rio e gera prejuízo de R$ 30 mil após acessar aplicativos de bancos

Gisele Barros
·3 minuto de leitura
Reprodução

RIO — O almoço entre a nutricionista Ana Carolina Rocha e uma amiga na última terça-feira terminou no furto de um celular e prejuízo de quase R$ 30 mil. O crime ocorreu em um restaurante na Rua São José, no Centro do Rio. Vestido com roupa social, um homem se sentou em uma mesa atrás da jovem de 29 anos e levou o aparelho que estava em uma bolsa. Toda a ação não demorou mais de três minutos. Horas depois, ela descobriu que o criminoso usou o telefone para acessar aplicativos de bancos e fez diversas transações financeiras.

As imagens das câmeras de segurança do restaurante Govardhan Hari mostram que o criminoso analisa a bolsa de Ana ao se sentar. Ele pendura o blazer na cadeira e finge estar esperando por alguém. Logo depois, o homem aproveita a peça de roupa para esconder o braço esticado e puxa o celular. Ele guarda o aparelho em uma mochila e deixa o estabelecimento em seguida.

— Eu decidi deixar o celular na bolsa para prestar atenção apenas na conversa com minha amiga. Procurei o aparelho para consultar minha agenda quando ela propôs que realizássemos um evento juntas. Foi aí que percebi o furto. Tive certeza quando perguntei para uma funcionária se alguém havia sentado atrás de mim. Ela relatou que um homem disse que estava esperando alguém, não chegou a pedir nada e saiu rápido. Usei o celular da minha amiga para checar a localização. O aparelho ainda estava nas redondezas, mas pouco tempo depois foi parar na Uruguaiana e ficou bloqueado — conta Ana.

Apesar de lamentar o ocorrido, Ana conta que num primeiro momento achou que resolveria a situação rapidamente, por ter seguro do aparelho. Após fazer o registro do furto na polícia, procurou a sua operadora para recuperar o número de telefone. Poucas horas depois, porém, foi alertada pelo banco de que havia movimentações suspeitas em sua conta.

— Até aquele momento achei apenas que tinha perdido o celular. Nem havia pensando na possibilidade de sofrer um golpe. Apenas usava a biometria no aplicativo e pensei que meus dados estariam mais seguros. Mas conseguiram não apenas acessar a conta como solicitar um empréstimo no valor de R$ 26 mil reais no Banco do Brasil e fizeram diversas transferências. O mesmo ocorreu no Nubank. Usaram meu cartão até o limite e ainda roubaram R$ 4 mil — lamenta a nutricionista.

Ana conta que conseguiu resolver rapidamente a situação no Banco do Brasil, mas apenas recebeu resposta do Nubank nesta terça-feira, uma semana após o ocorrido. De acordo com ela, mesmo com as provas do crime, o banco alegou que a transferência foi feita mediante uso de senha e não poderiam devolver o valor. Após repercussão nas redes sociais, porém, a empresa decidiu ressarcir a vítima.

— Acho importante fazer o alerta, não somente em relação ao furto de aparelho, mas sobre a falta de segurança dos dados bancários e do pouco suporte que recebi. Crimes como esse são recorrentes, mas ainda assim há empresas que não estão preparadas para lidar com essa situação. Vou procurar a Justiça depois do que sofri. Já voltei na delegacia e anexei informações sobre o golpe ao boletim de ocorrência. Cancelei outras contas, mas temo ainda ser surpreendida com mais prejuízos — conta.

O GLOBO procurou as assessorias da Polícia Civil e do Nubank, mas ainda não recebeu respostas sobre o caso.