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Criança que teve orelha cortada com tesoura em escola de MS está traumatizada, diz família

Menino tem parte da orelha cortada em escola do MS. Foto: Polícia Civil/Divulgação

RESUMO DA NOTÍCIA

  • O padrasto do garoto disse que ele não irá mais frequentar a escola onde ocorreu o fato e que a família irá procurar um outro local para dar continuidade aos estudos.

  • “O menino falou que a tesoura estava lá e o coleguinha resolveu cortar a orelha dele. Quando ele viu o outro menino já estava em cima dele, foi tudo rápido”, disse delegada.

O menino de 3 anos que teve parte da orelha cortada dentro de uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), no bairro Moreninhas III, em Campo Grande, está traumatizado. Quem afirma é o padrasto do menino, Augusto Amorim de Oliveira, ao portal G1.

"Ele está muito assustado. Quando fomos à delegacia, a delegada ofereceu um local para o menino brincar com brinquedos e ilustrações, mas ele nem quis chegar perto e começou a chorar. Em casa ele também está assim, não quer nem saber de sair para brincar com outros meninos, quer ficar o dia todo fechado", afirmou o padrasto.

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Ainda segundo Oliveira, o menino chora bastante por conta do grave ferimento, principalmente, quando precisa passar por curativos ou se virar na cama -- quando bate a orelha ferida no travesseiro. Tratada com medicamentos, a criança, de acordo com a família, vai necessitar de uma cirurgia plástica por conta do tamanho do machucado.

Os familiares não querem que o garoto volte mais para a escola que frequentava. Eles devem procurar outro local para que ele prossiga com os estudos.

Conforme a delegada Anne Karine Trevisan, responsável pelas investigações, a mãe da vítima esteve na delegacia e registrou boletim de ocorrência por maus-tratos nessa quarta-feira (6).

"O menino falou que a tesoura estava lá e o coleguinha resolveu cortar a orelha dele. Quando ele viu o outro menino já estava em cima dele, foi tudo rápido pelo que ele explicou. A mãe veio aqui e nós encaminhamos para o Imol [Instituto de Medicina e Odontologia Legal], onde foi feito o exame de corpo de delito", disse a delegada.

A delegada contou ainda que a mãe, uma manicure de 17 anos, teria dito que, na última terça-feira (5), a direção da escola entrou em contato com ela para dizer que o filho teria sofrido uma mordida. No entanto, ao levá-lo para atendimento médico, foi constatado que se tratava de um corte.

"Nós vamos ouvir os professores e verificar o que ocorreu. Qual o motivo dessa tesoura ficar de fácil acesso, quantos alunos estavam na sala de aula, todos os detalhes para saber se houve ou não negligência ou omissão por parte da escola. O boletim de ocorrência foi registrado por maus-tratos, já que a criança estava sob autoridade da escola", concluiu a policial.