Mercado abrirá em 4 h 29 min

Criação de vagas no setor privado dos EUA fica abaixo do esperado em junho, mostra ADP

WASHINGTON (Reuters) - A criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos ficou abaixo do esperado em junho e os ganhos devem ser contidos pelo aumento nas infecções por coronavírus, que ameaça a recuperação da recessão.

O relatório de emprego da ADP mostrou criação de 2,369 milhões de vagas no setor privado no mês passado. Os dados de maio foram revisados para mostrar abertura de 3,065 milhão de postos de trabalho, em linha com a recuperação inesperada informada pelo governo, em vez da redução de 2,76 milhões estimada anteriormente.

Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 3 milhões de vagas em junho.

A economia entrou em recessão em fevereiro. A reabertura de muitas empresas, após serem fechadas em meados de março para retardar a propagação da doença respiratória, aumentou os gastos dos consumidores e a atividade industrial após declínios recordes.

A confiança do consumidor aumentou e o mercado imobiliário está melhorando. Mas a retomada das operações foi acompanhada por um aumento nos casos de coronavírus em grandes partes do país, incluindo as densamente povoadas Califórnia, Flórida e Texas. Isso levou as autoridades a reduzirem ou interromperem a reabertura, o que pode desencadear uma nova onda de demissões.

O relatório da ADP, desenvolvido em conjunto com a Moody's Analytics, foi publicado antes do relatório governamental -- que é mais abrangente -- para junho na quinta-feira.

Os mercados financeiros dos EUA e o governo estarão fechados na sexta-feira devido ao feriado do Dia da Independência de sábado.

Segundo uma pesquisa da Reuters com economistas, o relatório de emprego do governo deve mostrar que empregadores privados contrataram 2,9 milhões de trabalhadores em junho. Isso levaria a uma criação de vagas fora do setor agrícola de 3 milhões, além dos 2,5 milhões postos de trabalho criados em maio.

Ainda assim, os postos de trabalho estariam quase 17 milhões abaixo do nível pré-pandêmico. A taxa de desemprego deve cair para 12,3%, ante 13,3% em maio.


(Reportagem de Lucia Mutikani)