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Crescimento da Netflix pode ser prejudicado por polêmica de Lindinhas

Beatriz Vaccari
·2 minutos de leitura

O lançamento de Lindinhas (Cuties, no nome oficial), está dando o que falar desde que a Netflix anunciou que o filme entraria no catálogo. Tudo começou com a divulgação do pôster norte-americano do longa nas redes sociais, que acusaram a plataforma de sexualizar crianças numa foto em que mostrava as atrizes em poses sensuais e com pouca roupa.

Após as críticas, o material foi tirado do ar, porém a situação piorou após a chegada do título à plataforma no início de setembro. No Twitter, as hashtags #Pedoflix e #CancelNetflix chegaram ao topo dos assuntos mais comentados e um abaixo-assinado foi criado no Change.org pedindo para que as pessoas cancelassem a assinatura do serviço.

Agora, ao que tudo indica, o crescimento de usuários no terceiro trimestre fiscal de 2020 pode ser impactado por conta de toda essa polêmica. De acordo com o analista Steven Cahall, do Wells Fargo, a estimativa é que a Netflix perderá 2 milhões de assinantes nos Estados Unidos e Canadá, indo contra a previsão inicial de 500 mil novas assinaturas. Os dados foram concedidos ao The Hollywood Reporter.

"Se quisermos acreditar nos relatórios, então a Netflix enfrentou um curto, mas potencialmente forte aumento da rotatividade em setembro devido à controvérsia em torno de Cuties", declarou Cahall. "Acreditamos que isso pode pesar mais nas adições líquidas do terceiro trimestre do que os investidores imaginam, portanto, reduzimos nossa estimativa para adições líquidas de streaming global."

Netflix foi alvo de boicote por conta da distribuição do filme Lindinhas (Imagem: Captura de tela / Netflix)
Netflix foi alvo de boicote por conta da distribuição do filme Lindinhas (Imagem: Captura de tela / Netflix)

Desfecho da polêmica

O relatório de Steven Cahall chegou a público uma semana após a informação divulgada pela empresa Screen Engine/ASI, que fez uma pesquisa sobre o aumento de reproduções do filme na Netflix. O levantamento concluiu que houve uma alta de 52% de visualizações do filme feita por assinantes dos Estados Unidos "por causa" da movimentação e polêmicas nas redes sociais.

No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pediu a suspensão e investigação sobre a distribuição de Lindinhas. O pedido foi encaminhado à coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude (Copeji), justificando que o longa possui "conteúdo pornográfico envolvendo crianças".

Fonte: Canaltech

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