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Cresce o número de pessoas vivendo nas ruas de Niterói

·3 minuto de leitura

NITERÓI — Um dos reflexos da pandemia e da crise econômica que assola o país, o aumento de pessoas em situação de rua na cidade vem chamando a atenção da população. Grupos cada vez maiores dividindo calçadas e pedintes circulando por espaços públicos e privados são cenas vistas constantemente. Além das que se concentram em pontos tradicionais, como as marquises da Avenida Amaral Peixoto, no Centro, e bairros como Icaraí, muitas pessoas que aparentemente têm casa estão passando os dias nas ruas atrás de ajuda. Em maio, dos 136 abordados pelas equipes da prefeitura, 119 eram de outras cidades.

Moradora de Icaraí, a administradora Clarice Barroso conta que o número de pessoas vivendo entre as ruas Ator Paulo Gustavo e Presidente Backer só aumenta.

— É tanta gente que ficamos sem saber como ajudar. Sempre teve gente na rua aqui nas proximidades, mas reparei um aumento no início da pandemia e outro ainda maior nos últimos seis meses. Agora, vejo muitas famílias, muitas mulheres com filhos pequenos. Reparei que muitos não dormem na rua, mas passam o dia lá — relata.

Sem frequentar shopping center há um bom tempo, a empresária Ana Carolina Miguel se chocou nas duas últimas vezes em que foi ao Plaza:

— Antes, não era comum ver pedintes circulando dentro do shopping. Na semana passada me abordaram duas vezes lá. É uma tristeza.

Recambiamento ativo

Doutor em Sociologia e Direito pela UFF, Ozéas Lopes Filho lembra que a necessidade de isolamento afastou de muitas pessoas a possibilidade de trabalhos mais simples, mas destaca que não se pode abrir mão do distanciamento sob o argumento que a economia vai parar:

— População de rua está ligada a questões como ausência de vínculo, desemprego, alcoolismo e drogas, e temos aí um agravamento por conta da pandemia. É urgente uma política social em todas as esferas. Em Niterói, vimos boas iniciativas pela prefeitura, como a reserva de vagas em hotéis. Dentro do estado, vemos uma certa desorganização, e o governo federal retirou o auxílio e depois o reduziu. A soma disso é uma vulnerabilidade muito grande dos mais carentes. Niterói tem um IDH bom, e muitos vêm atraídos por isso. É um problema que tende a se agravar mais se não forem tomadas medidas muito sérias.

De acordo com a Secretaria municipal de Assistência Social e Economia Solidária, em média 150 pessoas são abordadas por mês pelas equipes de educadores sociais, que buscam convencê-las a irem para o Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). Os hotéis e centros de acolhimento têm, juntos, 190 vagas para população de rua, e, atualmente, sua taxa de ocupação varia entre 90% e 95% . “A equipe de abordagem social da secretaria realiza ações diárias em toda a cidade e sempre registra novas pessoas em situação de rua. Vale lembrar que a ida e a permanência em centros de acolhimento é voluntária, como determina a legislação brasileira. A secretaria está estudando novos serviços que possam atender especialmente a população cuja principal razão de permanência nas ruas é o uso abusivo de drogas e/ou o transtorno mental”, diz a nota.

Ainda segundo a secretaria, a maioria vem dos municípios do entorno e leva em conta a vocação da população niteroiense para a solidariedade. “Existem também aqueles que vêm em busca de atendimento no Centro Pop, acolhimento e recambiamento (retorno para seu município de origem), serviços que não são ofertados pelas cidades vizinhas. O projeto de recambiamento está funcionando. Após ser atendida no Centro Pop ou pelo Serviço Especializado em Abordagem Social, a pessoa pode manifestar interesse em voltar ao seu município de origem. A equipe de Niterói faz contato com a família e com a rede socioassistencial do município de destino para se certificar de que existirá o acolhimento familiar e/ou institucional para o usuário”.

Sobre o crescimento de pedintes e ambulantes no Plaza, o shopping diz: “Sabemos que se trata de um assunto sensível e prioritário, por isso mantemos contato frequente com os órgãos responsáveis, nos colocando à disposição para colaborar com ações que possam atenuar a questão”.

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