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A cripto-revolução da Índia como resposta à China

·4 minuto de leitura

Lacuna extensa prejudica mercado

Venhamos e convenhamos, é impossível substituir o impacto chinês em quase qualquer aspecto sócio-cultural. Se tratando então de questões econômicas, seja do presente posto de segunda economia mundial, ou na experiência milenar em comércio no passado, a troca fica ainda mais inviável.

No mundo dos criptoativos, portanto, a brusca saída chinesa foi sentida. De polo mundial em mineração (que já chegou a ser responsável por 90% dos criptos no mercado) e centro de desenvolvimento de novos projetos, o país se torna principal nação inimiga da iniciativa, causando queda considerável em todo o mercado no mês de setembro quando anunciou o banimento e a criminalização de atividades relacionadas aos criptoativos.

Mas o mundo reagiu bem ao baque, com investidores mantendo a confiança para comprar nas baixas aos líderes de governos nacionais se movimentando mais positivamente (na maioria dos casos) frente às coins e tokens.

Ascenção notável da Índia – Sucessora ideal?

E enquanto tudo isso ocorria nos últimos 30 dias, movimentações ocorridas na Índia começaram a colocar o país como um dos protagonistas na retomada dos criptos na Ásia. Uma movimentação que pode ser muito mais impactante do que se imagina para o futuro, caso se concretize.

Isso porquê se a missão de substituir os chineses é árdua, talvez os indianos sejam a única nação, sobretudo no continente asiático, a suprir sua carência.

A China conta com a maior população do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, o que sob o olhar mais “frio” da economia, indica grande público consumidor e abundância de mão de obra mais barata.

Estas possibilidades também se aplicam à Índia, segunda maior população do mundo com 1,38 bilhão. De quebra, trata-se do país líder em redes móveis no planeta, se colocando entre as nações com o maior número de usuários ativos da internet mundial.

E apesar da China contar com o triplo da extensão territorial, melhor estrutura no geral e economia mais forte, quando o assunto é TI a Índia também é uma das referências mundiais.

A revolução tecnológica iniciada a mais de duas décadas atrás trouxe avanço econômico nunca antes visto pelo país, que se tornou potência em produção e desenvolvimento de softwares e afins, com as quase 1000 empresas de tecnologia existentes no país podendo ser avaliadas em US$ 1 trilhão até 2030, de acordo com o relatório do grupo McKinsey & Co. e SaaSBoomi.

A junção de todas estas características é o que promove a ascensão indiana no cenário de criptomoedas. O “solo propício” para o desenvolvimento em grande escala do mercado, aliás, já vai sendo agressivamente fertilizado. Um dos primeiros sinais recentes dados pelo país veio da própria população, que com números expressivos, demonstra abraçar os criptos.

Exchanges e carteiras virtuais que abriram seus serviços em território indiano não param de quebrar recordes de adesão, com destaque para a CoinSwitch Kuber, que no mês de setembro alcançou 10 milhões de usuários em menos de um ano e meio de existência.

Pesquisas ainda indicam que 1 a cada 5 indianos pretende investir em criptoativos nos próximos 6 meses. E tudo indica que a popularização do modelo de investimento deve acelerar em breve, com o anúncio de que a rede social Chingari, líder do segmento no país, vai lançar sua própria criptomoeda após captar US$ 19 milhões para o projeto. Sua Blockchain, aliás, funcionará na rede Solana (SOL).

Estes são apenas os últimos reflexos do crescimento de 40% na cripto-indústria indiana ocorrido nos últimos 5 anos, mas já foram suficientes para abrirem os olhos do mundo. Tanto que a gigante dos investimentos de risco Andreessen Horowitz, em parceria com o Coinbase Ventures, aportou US$ 260 milhões à CoinSwitch Kuber. A sociedade estabelecida catapultou o valor da ainda jovem Exchange para US$ 1,9 bilhão, indicando que a plataforma deve se tornar em breve a referência de toda essa revolução não só na própria Índia, mas em toda Ásia.

A China continuará sendo a China. Não vai falir caso mantenha a política extremamente anti-criptos para o resto dos tempos (o que duvido que ocorra), enquanto o mercado de criptoativos ainda terá todo o interesse do mundo em retornar às carteiras chinesas.

Mas fato é que alguns dos principais pilares dos criptoativos, a descentralização, seu dinamismo e a liberdade promovida, permitiram que as portas fechadas doessem menos. O resto do mundo se virou para suprir a carência chinesa, enquanto, de quebra, parece que desponta no horizonte um candidato digno à preencher a lacuna deixada no tão importante mercado asiático.

This article was originally posted on FX Empire

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