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Credores do G20 podem acordar 6 meses de moratória para países pobres, diz BM

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Sede do Grupo Banco Mundial, em Washington, DC, em 15 de abril de 2020
Sede do Grupo Banco Mundial, em Washington, DC, em 15 de abril de 2020

Alguns países credores do G20 hesitam em prorrogar a moratória da dívida dos países mais pobres por um ano, disse o presidente do Banco Mundial (BM) nesta segunda-feira (12), observando que um acordo de seis meses poderia ser alcançado. 

Ministros das finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias do G20 se reunirão por videoconferência na quarta-feira, paralelamente às reuniões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. 

As duas instituições sediadas em Washington pedem aos países do G20 que expandam sua Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), que foi divulgada no segundo trimestre deste ano. 

O DSSI, que começou em 1º de maio, deve ser concluído no final de dezembro. Seu objetivo é permitir que os países beneficiários liberem fundos para combater a crise econômica e de saúde causada pela pandemia de covid-19. 

"Um compromisso de uma extensão de seis meses pode ser considerado, o qual pode ser renovado dependendo da sustentabilidade da dívida", disse David Malpass a jornalistas nesta segunda-feira. 

O presidente do Banco Mundial também instou mais uma vez os países do G7 e do G20 a participarem do acordo, citando a China em particular. 

"Alguns dos maiores credores bilaterais oficiais, incluindo alguns da China, ainda não participam da moratória. E isso cria um grande prejuízo para os países mais pobres", lamentou.

Dt-hs/jum/oaa/yo/rsr/cc