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Credores aprovam novo plano de recuperação da Oi

Bruno Rosa
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A Oi conseguiu aprovar no fim da noite desta terça-feira seu novo plano de recuperação judicial, após uma assembleia virtual que durou 12 horas. Com o aval dos credores, a tele carioca poderá, agora, levar adiante seu plano de venda de ativos, como a operação de telefonia móvel e parte da rede de fibra óptica, a InfraCo. A empresa está em recuperação judicial desde 2016 e tinha aprovado um plano em 2017.

Durante a votação da nova versão do plano, o sistema montado pela Oi para permitir que a assembleia com mais de 5 mil inscritos fosse feita pela internet apresentou "pico de acesso" no início do processo de voto, que durou quase uma hora. Depois, foi informado que o problema na votação envolveu o sistema de alguns credores.

A votação foi dividida em quatro etapas, de acordo com o perfil dos créditos (trabalhista, microempresas, instituições financeiras, além do BNDES). A maior resistência à nova versão do plano veio dos grandes bancos, insatisfeitos com a proposta de desconto no que têm a receber da tele. Eles chegaram a pedir o adiamento da decisão por 30 dias.

Após um dia inteiro de negociações, com quatro interrupções das conversas, os credores começaram a votar logo depois de Rodrigo Abreu, presidente da Oi, apresentar mudanças na nova versão do plano. As alterações foram feitas após uma rodada de negociações com os bancos ao longo da tarde de terça-feira.

A principal alteração envolveu a redução no corte do que os bancos têm a receber. O plano original propunha 60%, mas o corte passou para 55%.

- Estamos diante de uma tarefa complexa e difícil pela frente. Esse plano representa o melhor que a companhia pode oferecer aos credores. Existem muitos passos ainda. O primeiro é a aprovação do aditamento proposto. Sem isso, não há chance de mostrar seu potencial e se tornar a nova Oi - afirmou Abreu.

Entre as mudanças técnicas da nova versão do plano, a Oi disse que pode ainda constituir diferentes empresas móveis para viabilizar a segregação dos ativos e permitir uma venda mais rápida ao consórcio formado por Vivo, Claro e TIM. E a oferta das três teles passa a ser classificada como "irrevogável e irretratável".

Além disso, a Oi informou que parte do dinheiro gerado com a venda da operação móvel será destinada a quitar a dívida com o BNDES.