Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.316,16
    -1.861,39 (-1,63%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.774,91
    -389,10 (-0,71%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,38
    -1,63 (-2,01%)
     
  • OURO

    1.927,60
    -2,40 (-0,12%)
     
  • BTC-USD

    22.997,73
    -190,68 (-0,82%)
     
  • CMC Crypto 200

    526,66
    +9,65 (+1,87%)
     
  • S&P500

    4.070,56
    +10,13 (+0,25%)
     
  • DOW JONES

    33.978,08
    +28,67 (+0,08%)
     
  • FTSE

    7.765,15
    +4,04 (+0,05%)
     
  • HANG SENG

    22.688,90
    +122,12 (+0,54%)
     
  • NIKKEI

    27.382,56
    +19,81 (+0,07%)
     
  • NASDAQ

    12.221,00
    +114,25 (+0,94%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5462
    +0,0265 (+0,48%)
     

Credit Suisse vê grandes empresas no Brasil com nível saudável de endividamento em 2023

(Reuters) - Analistas do Credit Suisse avaliam que 2023 deve ser outro bom ano em termos de inadimplência das grandes e médias empresas brasileiras, apesar de incertezas no ambiente econômico.

"Nossa análise...indica que o segmento corporativo do Brasil tem significativamente mais proteção e está muito melhor preparado contra 'taxas de juros mais altas por mais tempo' e cenário de recessão."

A equipe do banco suíço avaliou a situação de alavancagem corporativa observando cerca de 1.300 empresas com um total combinado de 2,7 trilhões de reais de dívidas bancárias e corporativas pendentes.

O Credit concluiu que, apesar do aumento da taxa Selic, as empresas brasileiras no agregado tinham uma dívida líquida sobre Ebitda de 12 meses de 1,5 vez, metade do que tinham antes da crise econômica de 2015-2016.

O índice de cobertura de juros está em 4,6 vezes, bem acima da proporção mínima aceitável, de 1,5 vez, além de estar 2,5 vezes acima do nível de 2014.

Dos 12 setores, apenas dois têm dívida líquida sobre Ebitda acima de 3 vezes, enquanto três setores possuem cobertura de juros em torno de 1,5 vez ou menos.

"Os dados sugerem baixo risco de refinanciamento, com a dívida de curto prazo sobre os empréstimos totais em mínimos históricos e o índice de cobertura do serviço da dívida de curto prazo entre os melhores da história", afirmam.

Eles acrescentaram que o setor corporativo do Brasil se beneficiou de margens Ebitda mais altas - cerca de 24% de 2017-2022; significativamente melhores do que no período 2011-2015 - cerca de 18%.

Mas o segmento de micro e pequenas empresas é diferente, apontaram.

"Nossos dados de amostra sugerem níveis crescentes de alavancagem, levando-nos a preferir os bancos com baixa exposição a esse segmento, ou seja, o Itaú Unibanco", afirmaram Marcelo Telles e Daniel Vaz em relatório de domingo.

(Por Paula Arend Laier)