Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.496,21
    -2.316,66 (-2,04%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.463,26
    -266,54 (-0,55%)
     
  • PETROLEO CRU

    89,91
    -0,59 (-0,65%)
     
  • OURO

    1.760,30
    -10,90 (-0,62%)
     
  • BTC-USD

    21.009,53
    -1.968,44 (-8,57%)
     
  • CMC Crypto 200

    504,88
    -36,72 (-6,78%)
     
  • S&P500

    4.228,48
    -55,26 (-1,29%)
     
  • DOW JONES

    33.706,74
    -292,30 (-0,86%)
     
  • FTSE

    7.550,37
    +8,52 (+0,11%)
     
  • HANG SENG

    19.773,03
    +9,12 (+0,05%)
     
  • NIKKEI

    28.930,33
    -11,81 (-0,04%)
     
  • NASDAQ

    13.250,00
    -273,25 (-2,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1885
    -0,0253 (-0,49%)
     

Credit Suisse piora projeção de crescimento do Brasil em 2023 e alerta para riscos fiscais

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Moedas de reais
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

SÃO PAULO (Reuters) - O Credit Suisse reduziu seu prognóstico para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2023 a 0,2%, de 0,9% anteriormente, e chamou a atenção para os riscos fiscais do país e seu possível impacto sobre a inflação e os custos dos empréstimos.

O banco suíço manteve a estimativa de crescimento econômico de 2022 inalterada em 1,4%, mas espera que a atividade desacelere ao longo do ano após um primeiro trimestre positivo, devido à redução das economias das famílias, menor impacto da reabertura pós-pandemia e efeitos defasados da elevação dos juros básicos.

"Para o ano que vem, esperamos que as condições financeiras globais mais apertadas, devido à pressão inflacionária mais persistente, afetem negativamente o crescimento econômico doméstico, principalmente por meio de redução da demanda e da necessidade de manter uma política monetária doméstica restritiva por um período prolongado", avaliou o Credit Suisse em relatório assinado por Solange Srour, Lucas Vilela e Rafael Castilho.

Segundo o banco, os riscos para o crescimento do PIB brasileiro estão inclinados para baixo, já que a atividade da economia global pode surpreender negativamente, enquanto a aversão a risco no mercado doméstico corre o risco de piorar com a chegada das eleições presidenciais.

A frente fiscal também traz ameaças. "A combinação de juros reais superiores ao crescimento econômico, déficits primários recorrentes do governo central e dívida bruta elevada colocou a dívida pública do país no que vemos como um caminho insustentável a médio prazo", alertou o Credit Suisse.

Piora a perspectiva o fato de que os favoritos na corrida pelo Planalto --o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL)-- devem buscar aumentos de gastos caso sejam eleitos, disse o banco.

O Credit Suisse avaliou que o processo de desinflação no país provavelmente levará mais tempo sem uma retomada forte do processo de consolidação fiscal. O banco privado vê a inflação medida pelo IPCA superando os tetos das metas oficiais tanto neste ano quanto no próximo, projetando taxas de 7,6% e 5,9%, respectivamente. Os limites superiores dos objetivos perseguidos pelo Banco Central são de 5,0% para 2022 e 4,75% para 2023.

Sem o avanço do processo de consolidação das contas públicas, o Brasil pode entrar num "ciclo vicioso de prêmio de risco elevado aumentando os juros neutros", o que por sua vez retroalimenta o risco fiscal, disse o Credit Suisse.

O banco espera que o BC suba a taxa Selic em 0,50 ponto percentual em agosto, a 13,75%, e mantenha esse patamar até o segundo semestre de 2023, antes de encerrar o ano que vem em 10,75%.

(Por Luana Maria Benedito)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos